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Winespots. Esta app mostra-lhe os melhores locais do vinho no mundo

A WineSpots é uma app de tecnologia 100% nacional
A WineSpots é uma app de tecnologia 100% nacional

Tecnologia portuguesa oferece a oportunidade de se escolher mais de cinco mil restaurantes, lojas e produtores em vários locais diferentes do mundo

Está em Nova Iorque, em São Paulo ou em Dusseldorf e quer beber um bom vinho mas não sabe onde? A WineSpots, app desenvolvida pela portuguesa Lifestreet, tem mais de cinco mil sugestões de restaurantes, lojas e produtores onde “o vinho é bem tratado”. A Lifestreet é a empresa responsável pelo Adegga, uma das primeiras redes sociais dedicadas ao vinho no mundo, e o Adegga Winemarket, os eventos de prova e compra de vinhos de André Ribeirinho, Daniel Matos e André Cid.

Lançada há um ano, num investimento de 20 mil euros, a WineSpots só está disponível para iPhones – em 2019 deverá haver uma versão para android –, mas conta já com “mais de 10 mil downloads”, sendo, garante André Ribeirinho, a “plataforma do vinho mais ligada à inovação”. Nova Iorque, São Paulo, Londres, Lisboa, Dusseldorf e Toronto são as cidades onde a empresa portuguesa dispõe de embaixadores do vinho e que, com regularidade, vão incluindo na aplicação novos locais e novas sugestões. “Se estou numa cidade que conheço mal mas quero ir a um sítio onde sei que vou beber com vinho, uso o WineSpots para estar a par do que de melhor aí existe. E quem melhor do que os locais de cada cidade para nos fazerem essas sugestões?”, diz André Ribeirinho.

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Em breve, serão incluídas na app duas regiões vitivinícolas: o Douro e Stellenbosch, na África do Sul. Porquê estas? “Porque são duas das regiões com melhor oferta turística do mundo”, acredita Ribeirinho. O projeto-piloto arranca com 10 produtores das duas regiões, que desenharam ofertas específicas para esta aplicação, seja em termos de provas, visitas ou alojamentos.

Chegar ao turismo e gastronomia
Com uma faturação esperada de 300 mil euros este ano, a Lifestreet tem o objetivo de chegar ao meio milhão em 2019. E a sua grande aposta é a abertura das suas iniciativas aos sectores do turismo e da gastronomia. A ambição é fazer da WineSpots a “maior rede de wine spots do mundo”. Um regresso dos três empreendedores às suas raízes, já que o Adegga nasceu, em 2006, como rede social, em oito línguas diferentes e com a ambição de ser uma plataforma de vinhos de todo o mundo, mas nunca conseguiu afirmar-se enquanto negócio. O que só viria a acontecer a partir de 2009 com a realização dos eventos de provas sob a insígnia Adegga Winemarket, como a que este fim de semana decorreu no Porto, na sua quinta edição, “a melhor de sempre”, e que reuniu qualquer coisa como 700 amantes do vinho. Se não foi ao Adegga Winemarket mas quer conhecer onde provar bons vinhos no Porto, veja o Guia Adegga Porto com os 20 melhores winespots para conhecer em 2018.

Cada prova do Adegga Winemarket é um evento pago. Não há convites. “Não nos interessa ser o maior evento de vinhos em Portugal, interessa-nos que o consumidor valorize o produto. Se não estiver disposto a pagar 15 euros num evento onde tem mais mais de 500 vinhos à prova, do melhor que Portugal tem para mostrar, então é um consumidor que não nos interessa a nós e muito menos aos produtores”, argumenta André Ribeirinho.

Desde 2009, o Adegga Winemarket já organizou 25 eventos que reuniram mais de 20 mil visitantes, em Lisboa, Porto, Berlim, Bruxelas, Estocolmo, Rio de Janeiro e São Paulo. Tirando os eventos realizados no Brasil, que são organizados em parceria com a ViniPortugal, o Público e a Globo, todos os outros lá fora acabaram por não se repetir. “Acreditamos que passa mais por atrair as pessoas a virem a Portugal do que levar o evento para fora”, diz.

A “Mesa mais longa”
Para fora estarão vocacionados alguns dos novos projetos do Adegga, como a “Mesa mais longa”, um jantar colaborativo, que irá sentar à mesa, a 30 de junho, nas galerias do Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, cerca de 150 pessoas, que contribuirão para a criação de uma bolsa de estudos na área da gastronomia.

“Para o ano, o Adegga faz 10 anos e queremos devolver um pouco à indústria daquilo que fomos arrecadando. A mesa mais longa é aquela onde cabe sempre mais um e é essa a metáfora que queremos usar para promover a gastronomia e os vinhos portugueses. Um conceito que queremos replicar, depois, noutras cidades à volta do mundo”, explica André Ribeirinho. Sendo que os convivas que se sentarão à “Mesa mais longa” começarão por “trabalhar todos juntos para pôr a mesa onde vão jantar”.

Novidade é, também, a passagem do Adegga Winemarket de verão, que habitualmente decorre no Hotel Marriott, durante um dia, à versão festival. São dois dias, ao ar livre, com 50 produtores e 10 chefs, numa grande associação da gastronomia para ajudar a “celebrar os melhores vinhos de Portugal”. Encontro marcado, em Lisboa, a 30 de junho e 1 de julho, nos terraços do Pavilhão Carlos Lopes.

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