Wise Pirates: Um salto de gigante com apostas no comércio eletrónico

Agência de marketing digital quer internacionalizar negócio para a Europa Central e Estados Unidos, sem descurar o mercado nacional. O retalho é a atividade mais representada na sua carteira de clientes.

A Wise Pirates, agência de marketing digital, registou um crescimento exponencial nos últimos dois anos. A empresa, fundada em 2017 por Pedro Barbosa e Daniela Cunha, passou de um negócio que valia um milhão de euros para cinco milhões e de uma carteira de 50 clientes para 200. Para responder ao incremento, foi crucial reforçar a equipa e recrutar cerca de 70 novos colaboradores. E toda a escalada acelerada da atividade decorreu da necessidade de as empresas marcarem e reforçarem a sua presença no universo digital.

"Com a pandemia, tornou-se óbvio para a maioria das empresas a premência de investirem no digital" e, como a Wise Pirates já estava com um posicionamento consolidado na área, foi selecionada "por um número relevante" de clientes, explica Pedro Barbosa. A agência acabou por contribuir para que "o ecossistema nacional mantivesse a sua dinâmica e conseguisse assegurar vendas, mesmo perante os condicionamentos inerentes à pandemia e às respetivas medidas de mitigação". Como sublinha o CEO, foram "mais de 200 empresas que, num espaço de poucas semanas, passaram a dispor de uma presença sólida, consolidada e operacional no e-commerce".

Mas, afinal, o que faz a Wise Pirates? A atividade da agência, com sede no Porto, centra-se na definição, implementação e operacionalização de estratégias multicanal de comunicação e performance digital. Para isso, oferece um conjunto alargado de serviços como a automação de marketing, e-commerce end to end, marketplaces, customer relationship management (CRM) e customer data platform (CDP), search engine optimization (SEO) e search engine marketing (SEM), e ainda campanhas de social media e email marketing. Tudo com foco na definição e medição de métricas digitais.

Estes serviços já conquistaram o Banco Santander, Worten, Parfois, Hôma, Mo, Tranquilidade e Sacoor, mas também clientes com dimensões e posicionamentos bastante diferentes dos citados. Embora os trabalhos da Wise Pirates obedeçam a critérios de confidencialidade, há um que foi muito badalado e recebeu inclusive destaque internacional num artigo da Google: a campanha digital para a internacionalização das máscaras comercializadas pela Mo. Como conta Pedro Barbosa, a retalhista do grupo Sonae "passou, no espaço de um mês, de uma marca pouco internacional, para uma presença fortíssima em alguns dos mercados mais competitivos do continente, como Espanha, França, Itália e Reino Unido". E este caminho foi assegurado através de uma estratégia digital focada na análise de performance, na permanente auscultação do mercado e da evolução das vendas em cada geografia, e num trabalho conjunto com a equipa interna da Mo.

O retalho é a atividade mais representada na carteira de clientes mas, na atual era tecnológica, não há setor "que não tenha vantagens em potenciar a sua presença no digital", sublinha Pedro Barbosa. "Todos assistimos à migração dos consumidores e dos negócios, mesmo numa perspetiva B2B, para o digital, pelo que a ausência de uma presença profissional e eficaz nesta área resulta em significativas perdas para qualquer organização", diz. Na sua opinião, as maiores oportunidades em Portugal estão na digitalização da indústria e das PME, em áreas como saúde, serviços e entretenimento.

Apesar da Wise Pirates continuar centrada em Portugal e no ecossistema empresarial nacional, onde ainda há muito para fazer, Pedro Barbosa projetou para este ano crescer através de parcerias estratégicas na Europa Central e EUA, mas sem presença física. Para já, a sua ação internacional dirige-se aos mercados da Suíça, Espanha e França. Na Suíça, o primeiro país para onde a agência internacionalizou o negócio, conta oito clientes. A aposta exigiu colaboradores locais e abertura de um escritório em Zurique para responder às exigências do mercado, embora grande parte do trabalho seja feito a partir de Portugal. A área internacional vale 10% das vendas, sendo que as previsões apontam para um peso de 25% em 2023.

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