Wodify. De Portugal para o mundo a pôr em forma ginásios crossfit

Norte-americanos contam com apoio de portugueses da OutSystems para facilitar controlo dos treinos

Tudo começou com uma paixão. Ameet Shah praticava a modalidade de crossfit havia menos de um ano quando lhe surgiu a ideia. Queria facilitar o controlo dos treinos, por parte dos donos dos ginásios de crossfit, através de uma plataforma e aplicação de smartphone paga por cada atleta registado. Em 2012 arrancou a Wodify, a startup que já pôs em forma a gestão de perto de quatro mil ginásios desta modalidade um pouco por todo o mundo.

A gestão dos atletas, a possibilidade de marcar uma aula através da plataforma online e até a venda de produtos próprios para a modalidade são algumas das ferramentas da Wodify. A plataforma norte-americana também permite que um atleta em Lisboa possa competir com um praticante de Sydney, na Austrália, e comparar os dados registados no sistema.

A startup norte-americana tem um escritório em Lisboa, com 40 pessoas nas áreas de experiência de utilizador (UX), design, criatividade, marketing e engenharia. O escritório, na zona do Parque das Nações, foi alvo de um investimento de 500 mil euros e começou a criar forma em alguns jantares: “Estamos em Lisboa desde janeiro de 2016. Começámos com cinco pessoas e, depois de alguns jantares de sushi, apercebemo-nos da cultura e do talento único dos portugueses”, recorda Ameet Shah, CEO da Wodify, em entrevista ao Dinheiro Vivo. A entrada em Portugal é considerada como o renascimento da própria startup.

Mas o apoio de Portugal não chega apenas ao nível dos recursos humanos. A Wodify está a chegar a cada vez mais mercados graças à OutSystems, tecnológica portuguesa que desenvolve plataformas low-code - aplicações onde é utilizado o mínimo de código possível.

“A relação com o Ahmet Shah vem de uma empresa anterior, da área da consultoria

”, conta Paulo Rosado, presidente executivo da OutSystems. “Agora, conseguiram integrar muito bem as nossas soluções e tornaram-se nossos parceiros nos Estados Unidos”, conta Paulo Rosado. O líder da tecnológica portuguesa acrescenta ainda que, embora o sistema seja “muito complexo e completo”, a Wodify “acabou por investir muito poucos recursos no desenvolvimento da própria plataforma. “Em vez de 200 ou 300 developers , tem apenas 20. Tem uma grande flexibilidade, que a concorrência não consegue competir.”

Os próximos meses vão ser de grande atividade para a Wodify, que pretende estender-se a outras áreas do fitness, criar mais ferramentas personalizadas e apostar nos dispositivos wearables. Para janeiro de 2018 estão a estudar a hipótese de duplicar o escritório em Lisboa e abrir as portas a mais 30 pessoas.

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