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Wodify. De Portugal para o mundo a pôr em forma ginásios crossfit

Paulo Rosado, CEO da OutSystems, posa com Ameet Shah, CEO da Wodify, no espaço de estádio da Wodify, empresa responsável por uma aplicação de Crossfit. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Paulo Rosado, CEO da OutSystems, posa com Ameet Shah, CEO da Wodify, no espaço de estádio da Wodify, empresa responsável por uma aplicação de Crossfit. Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Norte-americanos contam com apoio de portugueses da OutSystems para facilitar controlo dos treinos

Tudo começou com uma paixão. Ameet Shah praticava a modalidade de crossfit havia menos de um ano quando lhe surgiu a ideia. Queria facilitar o controlo dos treinos, por parte dos donos dos ginásios de crossfit, através de uma plataforma e aplicação de smartphone paga por cada atleta registado. Em 2012 arrancou a Wodify, a startup que já pôs em forma a gestão de perto de quatro mil ginásios desta modalidade um pouco por todo o mundo.

A gestão dos atletas, a possibilidade de marcar uma aula através da plataforma online e até a venda de produtos próprios para a modalidade são algumas das ferramentas da Wodify. A plataforma norte-americana também permite que um atleta em Lisboa possa competir com um praticante de Sydney, na Austrália, e comparar os dados registados no sistema.

A startup norte-americana tem um escritório em Lisboa, com 40 pessoas nas áreas de experiência de utilizador (UX), design, criatividade, marketing e engenharia. O escritório, na zona do Parque das Nações, foi alvo de um investimento de 500 mil euros e começou a criar forma em alguns jantares: “Estamos em Lisboa desde janeiro de 2016. Começámos com cinco pessoas e, depois de alguns jantares de sushi, apercebemo-nos da cultura e do talento único dos portugueses”, recorda Ameet Shah, CEO da Wodify, em entrevista ao Dinheiro Vivo. A entrada em Portugal é considerada como o renascimento da própria startup.

Mas o apoio de Portugal não chega apenas ao nível dos recursos humanos. A Wodify está a chegar a cada vez mais mercados graças à OutSystems, tecnológica portuguesa que desenvolve plataformas low-code – aplicações onde é utilizado o mínimo de código possível.

“A relação com o Ahmet Shah vem de uma empresa anterior, da área da consultoria [que acabou por ser vendida]”, conta Paulo Rosado, presidente executivo da OutSystems. “Agora, conseguiram integrar muito bem as nossas soluções e tornaram-se nossos parceiros nos Estados Unidos”, conta Paulo Rosado. O líder da tecnológica portuguesa acrescenta ainda que, embora o sistema seja “muito complexo e completo”, a Wodify “acabou por investir muito poucos recursos no desenvolvimento da própria plataforma. “Em vez de 200 ou 300 developers [responsáveis de desenvolvimento], tem apenas 20. Tem uma grande flexibilidade, que a concorrência não consegue competir.”

Os próximos meses vão ser de grande atividade para a Wodify, que pretende estender-se a outras áreas do fitness, criar mais ferramentas personalizadas e apostar nos dispositivos wearables. Para janeiro de 2018 estão a estudar a hipótese de duplicar o escritório em Lisboa e abrir as portas a mais 30 pessoas.

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