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Wyze. Scooters com pegada ecológica e troca de pontos

Tiago Silva Pereira, director-geral da Wyze Mobility, empresa que partilha scooters eléctricas em Lisboa.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Tiago Silva Pereira, director-geral da Wyze Mobility, empresa que partilha scooters eléctricas em Lisboa. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Terceira empresa a partilhar motos elétricas em Portugal tem capital nacional e aderiu ao sistema Ayr. Teste no Porto começa neste mês.

O desenho das scooters faz lembrar uma Vespa mas nada se ouve. Estas são as motos da Wyze Mobility, a terceira empresa a partilhar scooters elétricas em Portugal e a primeira com capital exclusivamente nacional. Tiago Silva Pereira apostou neste negócio com quase um milhão de euros de orçamento. A logística com pegada ecológica e o programa de troca de pontos fazem a diferença.

Apesar de ser um fazedor do Porto, Tiago começou a partilhar as scooters elétricas de 50 cc nas ruas de Lisboa no início de julho. A frota é de 260 motos mas ainda nem todas estão a circular.

Para já, é possível encontrá-las no Parque das Nações, no centro da cidade e junto ao aeroporto. Cada minuto de viagem custa 25 cêntimos e cada veículo tem dois capacetes e toucas. As scooters podem ser encontradas na aplicação, disponível através dos sistemas Android e iOS, em que se adiciona o cartão de crédito para pagar.

A publicidade nas motos também é uma fonte de receitas para a Wyze – a Galp Electric é a primeira empresa a patrocinar esta startup.

A pegada ecológica é uma das grandes preocupações desta nova marca: a equipa que faz a manutenção diária das scooters desloca-se sempre em carrinhas elétricas; e os utilizadores vão saber quais as emissões de CO2 poupadas, que serão transformadas em moedas virtuais e usadas em produtos e serviços sustentáveis de parceiros. Isto é possível porque a Wyze associou-se à plataforma AYR, desenvolvida pelo CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto.

A nova startup de mobilidade também criou o programa de fidelização Wisdom, que terá “uma rede de parceiros com benefícios mútuos”, conta Tiago Silva Pereira ao Dinheiro Vivo.

A preocupação com o ambiente resulta da própria experiência de Tiago. “Praticamente não ando de outro meio de transporte que não a scooter: permite chegar, de forma muito planeada, ao meu destino e sei que tenho estacionamento à porta; no carro, isso acontece cada vez menos. As emissões de CO2 também me causam cada vez mais impressão.”

A manutenção das scooters é feita dentro do Unobvious Lab, espaço criado por Tiago Silva Pereira e que inclui o bar Con Gusto, que serve bebidas, tapas e brunch de inspiração mediterrânica e sul-americana; um espaço de trabalho partilhado (cowork) com 12 lugares e que, em breve, terá uma loja de vinhos.

O Unobvious Lab nasceu através da empresa de consultoria de negócios Unobvious Solutions, criada em 2013 por este fazedor depois de ter trabalhado numa fabricante italiana de helicópteros.

Teste no Porto e em Matosinhos

Nas próximas semanas, a Wyze será a primeira empresa a testar a partilha de scooters elétricas no norte do país. “Ainda neste mês vamos arrancar com um projeto-piloto, com 30 motos, divididas entre a Baixa do Porto, Mercado de Matosinhos e Foz.”

Até ao final deste ano, Tiago Silva Pereira conta que a Wyze chegue a mais cidades: “Espero estar em mais uma cidade portuguesa – eventualmente, via franchising – e na primeira cidade internacional.”

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