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Zaask fatura meio milhão em 2015 e quer crescer em Espanha

Startup portuguesa entrou em 2015 no mercado espanhol já com novo modelo de negócio, criado um ano depois da criação da empresa.

A startup portuguesa Zaask faturou meio milhão de euros em 2015, adiantou o fundador da empresa, Luís Pedro Martins. Desde o início da atividade, os prestadores de serviços que trabalham a partir da plataforma faturaram mais de 25 milhões de euros, acrescentou.

Em entrevista ao Dinheiro Vivo, o fazedor adianta que com a entrada no mercado espanhol foi a cereja no topo do bolo das alterações operada pela empresa, ao nível do modelo do negócio, logo depois da comemoração do primeiro aniversário.

“Portugal é um país bom para encontrar recursos humanos mas, em termos de teste de mercado, é enganador porque é pouco competitivo e falta-lhe massa crítica. Em Espanha tivemos uma grande aprendizagem, é como passar a jogar na liga dos mais velhos, subir de nível”, explica.

A Zaask, um marketplace de oferta de tarefas profissional que funciona para responder às necessidades do mercado, foi fundada há quatro anos em Portugal, mercado onde já conta com 35 mil inscritos e regista cerca de 200 pedidos diariamente (dos quais 25 são relativos a mudanças de casa). Em Espanha, onde a startup portuguesa entrou no início de 2015, a Zaask conta já com 15 mil inscritos e registou mais de 30 mil pedidos durante o primeiro ano de atividade.

A empresa quer crescer para Inglaterra, Alemanha e Estados Unidos em breve.

“Preferia ter começado num país como Inglaterra”, diz Luís Pedro. Em 2016, os planos são também de crescimento em Espanha, um mercado que é cerca de “quinze vezes maior do que o português”, conta Luís Pedro Martins. “Em Portugal há muitos nichos que não existem: por exemplo, ninguém contrata personal shoppers. E, como não há mercado, não há fornecedores. Em Espanha o movimento é muito maior, há mais trocas, maior procura”, detalha o CEO da Zaask.

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Em Portugal, (…) como não há mercado não há fornecedores.

Fundada no início de 2012, a Zaask sofreu já muitas mudanças no modelo de negócio inicialmente pensado por Luís Pedro, fundador da empresa. Uma delas foi de caráter estrutural: em 2013, Luís Pedro decidiu mudar a forma como a empresa fazia dinheiro. “De um modelo assente nas comissões, abandonámos essa modalidade: agora são os prestadores dos serviços que compram a oportunidade, ou seja, a possibilidade de contactarem os seus clientes potenciais”. Por casa contacto passado que se transforma em trabalho efetivo, a Zaask cobra entre 2 e 9 euros por cada contacto. “Os fornecedores sabem exatamente de que tipo de pedido se trata porque, como os formulários são muito específicos, é fácil fazer o “match perfeito” entre fornecedores e clientes”, conta Luís Pedro.

Equipa da Zaask conta com 31 pessoas, das quais sete são estrangeiras.

Equipa da Zaask conta com 31 pessoas, das quais sete são estrangeiras.

Foi depois desta alteração que a empresa se sentiu “confortável” para expandir o negócio para Espanha. Só que o que encontraram não foi, de todo o esperado. Foi melhor. “Os canais de marketing através dos quais comunicávamos são muito mais caros em Espanha do que em Portugal. No entanto, trata-se de um mercado muito maior e com muito mais potencial”.

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A nova estratégia de marketing da empresa transformou-se e passou a ser mais amiga do crescimento orgânico: a Zaask passou a estar mais exposta aos motores de busca, por exemplo, e apostou na criação de conteúdos, com informação interessante para cada uma das áreas de negócio específicas. E isso refletiu-se no número de prestadores de serviços e, também, no volume de clientes.

Por enquanto com escritório em Lisboa, a startup conta com 31 colaboradores, entre os quais sete espanhóis.

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