As despesas que ainda podem ajudá-lo a poupar no IRS

Conheça os passos que ainda o pedem ajudar a aumentar o valor de reembolso no IRS no próximo ano, ou pelo menos a pagar menos.

O ano está a terminar mas ainda há tempo para fazer aumentar o reembolso do IRS a receber ou diminuir o valor a pagar no próximo ano. Até 31 de dezembro, e com o Natal pelo meio, é certo que ainda fará compras ou terá outras despesas.

Para ter reembolso no IRS, é essencial registar todas as despesas que faz ao longo do ano. Assim, deve pedir sempre faturas com número de contribuinte. Só assim vai poder recuperar parte do valor que vai entregando ao Estado através das retenções de IRS.

As faturas que forem emitidas com o seu número de contribuinte vão parar ao e-Fatura. Por isso, deve também confirmar nesta plataforma - utilize as credenciais do Portal das Finanças para aceder - se as faturas foram comunicadas, se os valores estão corretos e se estão na categoria certa. Em princípio, a maioria das faturas já estará na categoria correta. Contudo, em situações em que o comerciante tenha mais de um CAE, pode ser necessário fazer esta alteração.

Por exemplo, se comprou máscaras ou gel desinfetante no supermercado, essa fatura pode ser colocada nas despesas de saúde. O mesmo acontece com livros escolares que, neste caso, podem ir para as despesas de educação. Mas para isso é essencial que peça faturas separadas.

Nem todas as despesas podem ser deduzidas da mesma forma. Grande parte das faturas é alocada à categoria das despesas gerais familiares, cujo limite máximo de deduções é 250 euros por contribuinte ou 500 euros por casal (no caso de entregarem a declaração de IRS em conjunto).

Para esta categoria, pode deduzir até 15% do IVA com despesas em restaurantes, alojamento, salões de beleza e cabeleireiro, manutenção e reparação de automóveis e motociclos e despesas com o veterinário.

Além disso, na declaração a entregar no próximo ano, referente a 2021, também já pode deduzir uma parte das despesas com ginásios e ensino de desporto. A categoria está disponível desde setembro e, caso estejam noutro setor, ainda pode colocá-las no lugar certo.

Conhecer todas as deduções possíveis é fundamental para poupar no IRS. Não se esqueça que, além das despesas mais comuns, há outras que são dedutíveis. Saiba quais são algumas delas.

Educação

As despesas com formação e educação, quer sejam do contribuinte ou do seu agregado familiar, podem ajudá-lo a poupar no IRS. É possível deduzir 30% do montante suportado até um máximo de 800 euros. Para atingir este limite tem de apresentar despesas no valor de 2 667 euros. As despesas de educação podem incluir:

- propinas

- livros e manuais escolares

- mensalidades de creches, jardins-de-infância, lactários e escolas;

- refeições escolares.

Também pode deduzir gastos com rendas de estudantes deslocados. Sendo que são considerados estudantes deslocados todos os que tenham menos de 25 anos de idade e que frequentem um estabelecimento de ensino a mais de 50 quilómetros da residência do agregado familiar. Mas para deduzir estas despesas no IRS é necessário ter um contrato de arrendamento. Além disso, o senhorio deve registar o contrato no Portal das Finanças e indicar nos recibos de renda que o valor pago se destina ao arrendamento de estudante deslocado.

Saúde

Se ainda tiver uma consulta até ao final do ano ou precisar de ir à farmácia, saiba que também os gastos de saúde podem ser deduzidos no IRS. Pode deduzir 15% dos valores suportados ao longo do ano até um máximo de 1000 euros por agregado familiar. Pode deduzir despesas de:

- Consultas;

- Intervenções cirúrgicas;

- Internamentos hospitalares;

- Tratamentos;

- Medicamentos;

- Próteses;

- Aparelhos ortodônticos;

- Óculos (incluindo a armação);

- Seguros de saúde, etc.

De notar que no caso das faturas com IVA a 23% tem de associar sempre a receita médica à fatura para poder beneficiar da dedução.

Imóveis

Se tem encargos com imóveis, seja o pagamento de renda ou de juros do crédito habitação (no caso de contratos celebrados até 2011), também pode beneficiar das deduções para o IRS.

No caso das rendas a dedução é de 15% com um limite máximo de 502 euros. Mas, quem tem rendimentos mais baixos pode beneficiar de um limite até 800 euros.

Se, durante este ano, se mudou para o interior do país e arrendou uma casa pode abater as despesas que teve com as respetivas rendas, até 1000 euros, ao invés dos habituais 502 euros. Mas para isso é necessário que tenha transferido a sua residência permanente para a nova casa arrendada.

No que respeita a juros de empréstimos, a dedução também é de 15%, sendo o teto máximo 296 euros. Aqui a dedução pode ser majorada até 450 euros, no caso de o contribuinte ter rendimentos mais baixos.

Leia também: Valor médio dos reembolsos de IRS desce 3,3% para 1025 euros

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