Com o fim das moratórias saiba prevenir e reagir ao sobreendividamento

No que respeita aos créditos pessoais, o fim das moratórias está previsto até 30 de junho de 2021.

O ano de 2020 veio mostrar que a preparação para eventuais imprevistos é cada vez mais necessária, nomeadamente no que toca às questões financeiras.

Com a aproximação do fim das moratórias, prevista acontecer, no caso dos créditos pessoais, até 30 de junho de 2021, há que pensar no acréscimo das despesas para o orçamento familiar e, em alguns casos, no risco de endividamento. Nesse sentido, e para o ajudar a prevenir este tipo de situações, o Unibanco apresenta quatro estratégias:

1. Comece por "fazer contas à vida"

Independentemente da situação laboral em que se encontra, o primeiro passo quando o tema são finanças pessoais é fazer contas aos rendimentos, sejam eles rendimentos do agregado familiar, rendas, subsídios ou prémios, mas também às poupanças, ações e dividendos. Todos estes valores podem ser colocados num documento que seja de fácil acesso e atualizado frequentemente.

2. Faça a gestão das suas despesas com a tática do 10-30

Depois dos rendimentos, o passo seguinte é identificar as despesas e geri-las de forma responsável. A principal estratégia para ser bem-sucedido neste ponto passa por controlar regularmente as dívidas e os pagamentos fixos. Para isto, há dois valores que deve ter como referência - por um lado, coloque de parte, no início de cada mês, um mínimo de 10% dos seus rendimentos, de forma a conseguir ter sempre uma margem de poupança. Por outro lado, importa controlar também as dívidas, nomeadamente as despesas com cartões de crédito, prestações, e outros, para garantir que estas não ultrapassem um máximo de 30% do seu rendimento.

Para o último ponto, poderá ser oportuno, por exemplo, rever os contratos de serviços que subscreve, como eletricidade, televisão, entre outros, por forma a adaptá-los às suas reais necessidades e reduzir assim as suas despesas fixas.

3. Elabore uma "lista de espera" para outros gastos

Todos os compromissos ou desejos que não sejam essenciais devem entrar numa "lista de espera". Essa lista só será então cumprida quando houver margem suficiente no orçamento, ou seja, após o pagamento na totalidade das despesas e de colocar de parte o valor atribuído destinado à poupança. Quando isso acontecer, defina, primeiramente, um montante como meta a alcançar, para facilitar o processo de poupança. Depois, basta adotar um conjunto de medidas para conseguir alcançar esse objetivo, tais como a realização de uma lista de compras antes de ir ao supermercado.

4. Antecipe-se a situações de maior dificuldade

No caso de uma acumulação de contas e de um acréscimo na dificuldade do controlar o orçamento e no pagamento das despesas do dia-a-dia, a melhor estratégia é ter uma atitude preventiva. Por um lado, e se a dificuldade em poupar está no pagamento das prestações de diferentes créditos, considere aderir ao crédito consolidado, que lhe permite juntar todos os outros créditos num só, de forma a ter uma mensalidade única e mais reduzida. Por outro lado, e se lhe for possível antecipar a dificuldade de pagamento dos compromissos financeiros, deve alertar a instituição financeira responsável. Para estas situações existe uma rede de apoio ao cliente, onde é possível obter informação, aconselhamento e acompanhamento para situações relacionadas com o risco de sobre-endividamento.

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