Extensão de garantia: deve pagar mais ou não por isso?

Quando compra um produto, pode ser-lhe proposta uma extensão da garantia. Esta garantia extra, ao contrário da legal, tem um custo associado.

A extensão da garantia tem como objetivo prolongar a cobertura oferecida pelo fabricante além do período de garantia obrigatório por lei. Imagine que compra um telemóvel com garantia do fabricante de três anos - a garantia dos equipamentos passa a ser de 3 anos a partir de 1 de janeiro de 2022 -, a extensão de garantia pode alongar esse prazo por um, dois ou mais anos.

No caso de adquirir a extensão de garantia, se o seu equipamento se avariar durante esse período (após os três anos de garantia), quem assegura o pagamento do arranjo é uma seguradora, ao invés do fabricante. Mas é preciso ter atenção às condições da extensão de garantia. Isto porque pode não contemplar todas as situações abrangidas pela garantia inicial do fabricante, oferecendo apenas suporte em condições muito especificas.

Vale a pena pagar mais para estender a garantia?

Antes de aderir à extensão de garantia, deve ponderar se o pagamento dessa quantia se justifica. Para isso, tenha em consideração o valor do bem que vai adquirir e o período de prolongamento da garantia, aconselha a Deco. Por vezes, o uso que se pretende dar ao equipamento não justifica o pagamento de valores adicionais. Além disso, a extensão da garantia nem sempre inclui os mesmos direitos do período de garantia fornecido pelo fabricante. Reparar ou substituir um produto avariado pode implicar alguns custos, por exemplo.

Há três questões a considerar antes de decidir: o valor do equipamento agora e no fim do prazo da extensão, o custo da extensão e as coberturas.

Por exemplo, compra um telemóvel por 600 euros, com garantia de três anos. É-lhe oferecida uma extensão de garantia de um ano com um custo de 200 euros. Vai ter de fazer as contas e perceber qual será o valor do telemóvel daqui a quatro anos. Será que vale a pena? Se o telemóvel avariar após os três anos de garantia inicial, talvez já esteja a pensar comprar outro equipamento.

Depois também é importante analisar o custo da extensão. Se o custo de estender esta proteção for superior a 25% do valor total do produto, e considerando que ela se aplica já depois de passar o tempo de garantia do fabricante, é um negócio que dificilmente compensa.

E, por fim, deve analisar bem quais são as condições da extensão de garantia. É muito importante saber que coberturas são abrangidas pela extensão e quais são os procedimentos para a acionar.

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Garantia dos bens móveis alargada para três anos

A partir de dia 1 de janeiro de 2022 a garantia dos bens móveis passa de dois para três anos. Com a publicação em Diário da República do Decreto-Lei n.º84/2021, de 18 de outubro, os consumidores passam assim a estar mais protegidos com as suas compras.

Atualmente, em Portugal, se um bem móvel tiver algum defeito ou se surgirem avarias, o prazo de garantia, de acordo com a lei em vigor, é de dois anos. Já no caso dos bens imóveis, o prazo de garantia é de cinco anos.

O cenário muda já em janeiro do próximo ano. E o consumidor vai poder ainda escolher de imediato entre a substituição do bem e o término do contrato se a falta de conformidade se manifestar nos primeiros 30 dias a contar da entrega do produto.

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