Há encargos que não deve eliminar, se quiser poupar

Sabia que existem despesas que podem ser verdadeiras aliadas para consolidar uma poupança?

Desde sempre que associamos o poupar ao não gastar. No entanto, as poupanças mais sólidas e conscientes acontecem exatamente quando se tem em consideração encargos que se podem tornar, a longo prazo, aliados neste processo. Por tal, o Dinheiro Vivo em parceria com o Doutor Finanças dá-lhe algumas sugestões para otimizar as suas economias.

A ideia generalizada é a de que as poupanças se constroem sobretudo com o dinheiro que sobra, ou não, ao final do mês. Ainda que tal se verifique, a verdade é que as estratégias para poupar vão muita para além disso e, por vezes, há gastos essenciais que se podem transformar em ganhos futuros.

Em primeiro lugar, importa sempre relembrar uma das regras mais antigas e pertinentes no que toca à poupança - "pagar-se a si próprio em primeiro lugar". Aqui, em vez de encarar a poupança como o montante que sobra ao final do mês, faça um orçamento familiar antecipado para perceber qual o valor que consegue retirar antes de pagar qualquer outro encargo.

Fazer um orçamento ou planeamento mensal é, em todo o caso, extremamente importante para perceber quais são as despesas de caráter indispensável e, quais as que, ainda que não parecendo, se podem reduzir ou cortar por completo. No entanto, este pode parecer um passo mais fácil do que o que realmente é.

O que é que se torna dispensável?

Tal como em qualquer situação, é necessário avaliar os prós e os contras. Parte do processo de poupar é, de facto, cortar em extras. De acordo com o Doutor Finanças, em muitos casos, os portugueses quando fazem esta avaliação - do que é essencial ou não - optam por eliminar serviços como seguros de saúde ou de automóvel. No entanto, cortar nestas despesas são dois exemplos que, no final de contas, se podem revelar muito mais dispendiosos do que a mensalidade parcelada que é paga às seguradoras.

No campo dos seguros de saúde, é importante relembrar que as idas regulares ao médico, quer seja de medicina geral, dentista, ou outros, não devem ser descuradas. Para além de essenciais ao bem-estar, quando acumuladas ou atrasadas mais do que o razoável, podem representar encargos muito mais expressivos.

O mesmo se aplica à manutenção de veículos como carros ou motas. Por vezes quando surgem contratempos ou revisões necessárias, a tendência é a de atrasar até surgir um período financeiramente mais confortável. A verdade é que essa espera pode levar ao aumento significativo do montante que teria de gastar na altura prevista.

"O barato sai caro"

Certamente que já ouviu a expressão - "o barato sai caro". Eis outro dos exemplos que, a longo prazo, o pode prejudicar nos seus planos de poupança. Aqui existem dois fatores que deve considerar com mais atenção - durabilidade e eficiência.

Por exemplo, na hora de comprar novos eletrodomésticos a tendência é a de olhar em primeiro lugar para o preço e, muitas vezes, a decisão é em função do mais barato, não olhando a outros fatores. No entanto, esta poderá não ser a escolha mais vantajosa.

Para além de, por vezes, os equipamentos mais baratos apresentarem uma durabilidade mais reduzida e, por tal, o obrigarem a gastar dinheiro mais vezes, quer em reparações ou substituições, também em termos de eficiência podem ser mais dispendiosos. O consumo de energia e de água deve ser equacionado uma vez que, poderá pagar menos na aquisição do aparelho, mas acabará por pagar essa diferença nas despesas mensais da água e da luz.

Por tal, para construir uma poupança sólida e responsável, sem riscos acrescidos de contratempos indesejados que podem facilmente estragar este processo, é essencial que considere gastos que, ainda que não parecendo, o ajudam a poupar.

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