O que fazer com o dinheiro assim que recebe o salário?

Se tem a ideia de que não consegue poupar porque chega ao final do mês e quase não sobra dinheiro do seu ordenado, saiba que o seu pensamento deve ir noutro sentido. Já pensou em pagar-se a si mesmo em primeiro lugar?

Sabe quanto ganha por mês? O valor real que cai na sua conta bancária ao final do mês? É muito comum falar-se em salário bruto ou salário base, mas estes conceitos não espelham a realidade sobre o dinheiro que tem disponível na sua conta. Saber exatamente qual é o seu o salário líquido é essencial para fazer o orçamento familiar e, assim, gerir melhor as suas despesas e poupanças.

O salário líquido é a remuneração que recebe depois de terem sido feitos os descontos para a Segurança Social e de IRS. Uma vez que é com base neste valor que vai distribuir o dinheiro pelos diferentes gastos que tem, é muito importante que saiba exatamente que valor é esse. Pode calculá-lo com a ajuda deste simulador.

Se tem a ideia de que não consegue poupar porque chega ao final do mês e quase não sobra dinheiro do seu ordenado, saiba que o seu pensamento deve ir noutro sentido. Uma das principais regras da poupança é pagar-se a si mesmo em primeiro lugar. E o que quer isto dizer? A poupança deve ser feita assim que recebe o seu salário, ou seja, assim que recebe deve logo colocar uma parcela de parte.

Saiba o que deve fazer assim que recebe o seu salário, para uma vida financeira mais confortável.

Destine uma percentagem para a sua poupança

Ao colocar de parte o dinheiro que pretende poupar logo no início de mês, deixa logo de contar com esse valor daí para a frente. Assim, fortalece a sua poupança e torna-se mais fácil evitar gastos desnecessários.

Para que não se esqueça deste compromisso, pode recorrer às transferências automáticas. Agende a transferência automática no início do mês da sua conta à ordem para outra conta destinada à poupança. Pode fazê-lo através do seu homebanking, onde pode definir qual o montante a transferir e ir gerindo as suas poupanças.

Esta é dica vai evitar que chegue ao final do mês com a sensação de que não consegue poupar.

Pague as suas despesas fixas

Há despesas a que não pode fugir, como por exemplo, a renda/empréstimo da casa e respetivas contas, o combustível ou passe mensal, as compras de supermercado, a creche dos seus filhos, seguros, entre outros.

É fundamental que consiga pagar estas despesas de forma confortável com o seu salário.

Por isso, enumere todas as despesas fixas obrigatórias que tem e os respetivos valores. No final, faça as contas para perceber de quanto do seu salário é necessário para as conseguir pagar.

Como as datas de pagamento de algumas destas faturas podem não coincidir, ao reservar parte do salário com este destino, vai permitir uma gestão mais realista do seu orçamento mensal.

Defina valores máximos para gastos opcionais

Depois de assegurar a sua poupança e as suas despesas fixas, o restante valor do teu salário pode ser dividido pelos diferentes gastos variáveis e não essenciais.

Jantar fora, o ginásio, ir ao cinema, viajar, comprar uma peça de roupa ou fazer outra atividade, entre outros.

Pode estabelecer limites de gastos para cada uma das categorias diferentes que fazem parte das suas despesas não essenciais, para que nunca gaste mais do que aquilo que ganha.

Uma das bases fundamentais para que faça uma gestão eficaz do seu salário é que consiga fazer face a todas as despesas: fixas obrigatórias, poupança e variáveis e não essenciais.

Invista o seu dinheiro

Uma gestão equilibrada das suas finanças pessoais implica reservar parte dos rendimentos à constituição de uma poupança, mas também uma componente destinada ao investimento, para que consiga atingir os seus objetivos financeiros no curto, médio e longo prazo.

Por isso, informe-se sobre as características dos produtos e avalie cuidadosamente os riscos. Depois, defina o seu o seu perfil de investidor e vá acompanhando a evolução das aplicações ao longo do tempo e esteja atento a alternativas disponíveis no mercado.

Poupe com a regra dos 50-30-20

O ideal é poupar o máximo possível para que tinha uma vida financeira mais tranquila. No entanto, existem vários fatores a ter em conta, como o rendimento líquido e as despesas fixas mensais.

Alguns especialistas em finanças pessoais sugerem colocar de parte 20% do seu salário para a poupança mensal. Segundo a regra dos 50-30-20, a ideia é usar metade do montante para as despesas básicas, 30% para gastos indiscriminados e 20% para uma poupança mensal fixa.

Se esta percentagem faz com que as suas finanças pessoais fiquem desequilibradas, deve definir qual é o valor mais confortável para si. O importante é poupar algum dinheiro, mesmo que seja 10%, 5% ou mesmo 1% do seu salário.

E o raciocínio inverso também é válido: se tiver mais folga orçamental, aumente a percentagem a alocar à poupança.

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