Quantos meses de salário precisa de poupar para sobreviver em caso de emergência?

Em situações de quebra abrupta de rendimentos, ter um fundo de emergência vai ajudar a minimizar o impacto financeiro em casa.

O futuro é incerto e todos sabemos que os imprevistos acontecem. Alterações no seio familiar, como uma situação de desemprego, divórcio, mudança de casa, despesas inesperadas ou doença grave podem gerar dificuldades financeiras significativas. Exemplo disso é o contexto de pandemia que vivemos atualmente, que deixou inúmeras famílias em situações de quebra abrupta de rendimentos. Assim, ter um fundo de emergência vai ajudar a minimizar o impacto financeiro destas situações.

A importância de ter uma reserva de dinheiro para acautelar emergências não é novidade, mas muitos questionam-se por onde começar. Afinal, quanto dinheiro deveríamos ter num fundo de emergência?

Como fazer um fundo de emergência?

Faça o seguinte raciocínio: se ficasse neste momento sem trabalho, durante quanto tempo conseguiria suportar as suas despesas mensais, mantendo o mesmo estilo de vida? Pegue numa calculadora e faça as contas. A maioria dos especialistas em finanças pessoais definem a necessidade de criar um fundo de emergência com base no valor do salário ou das despesas mensais.

Assim, o primeiro passo é analisar as suas despesas mensais. Reúna todas as suas faturas, some todas as despesas e perceba qual é o montante. Nesta fase é importante perceber quais são as despesas essenciais e aquelas que pode cortar num momento de maior fragilidade económica.

Leia ainda: Saiba como rever as suas despesas e conseguir poupar mais

Depois de obter o valor mensal dos seus encargos, o aconselhável é que o fundo de emergência seja entre seis a 12 vezes esse valor. Isto é, que cubra entre seis meses a um ano. Assim, se as suas despesas totalizarem 1000 euros por mês, o seu fundo de emergência deve ter idealmente entre 6000 e 12 000 euros.

Imaginemos que tem um salário de 1000 euros, são seis meses a um ano de salário. É claro que o valor deve ser adaptado à realidade de cada um.

Inicialmente pode parecer complicado e pode demorar algum tempo até ter uma almofada financeira confortável para acautelar possíveis imprevistos. Avalie bem a sua situação e perceba quanto poderá começar a colocar de parte. Pode ser apenas 10, 20 ou 30 euros e vai aumentando com o tempo. Cada situação é única, e deve ser avaliada como tal. Uma dica pode ser aproveitar os subsídios de férias e de natal, ou prémios de trabalho, para reforçar essa poupança.

Abra uma conta apenas com esta finalidade. Tenha apenas atenção a que algumas contas-poupança ou depósitos a prazo não permitem mobilizar o dinheiro. Por isso, informe-se bem antes de iniciar este processo. O objetivo é que possa mexer neste dinheiro em caso de emergência.

O ideal é que esta poupança seja de baixo risco, já que o que se pretende aqui não é rentabilizar, mas sim reservar, ou guardar, para emergências, e, além disso, é também importante que a poupança possua facilidade de movimento.

Outra questão importante no que diz respeito a esta poupança é ter uma ordem automática, da sua conta corrente, para transferir para a poupança o montante que decidiu todos os meses. Assim fica a salvo de esquecimentos e evita gastos desnecessários. E mais uma vez, se apenas consegue um pequeno montante, não desanime. O importante é que comece a poupar, por muito pouco que possa parecer, mais cedo ou mais tarde o objetivo será atingido.

E não perca o foco. Poderá ser tentador usar este dinheiro para um carro novo ou para uma viagem. Mas nessa altura, pense na segurança que esta reserva financeira lhe pode trazer. Pense que caso aconteça algo inesperado, você estará preparado e passará ao lado de toda a ansiedade que situações de desespero financeiro podem originar.

E ainda: Este truque simples permite poupar até 200 euros por mês

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