Saiba como construir uma poupança sólida em 2021

Com o ano de 2021 ainda no início, nada melhor do que organizar as suas finanças e começar já a construir um plano de poupança.

Segundo os dados recentemente divulgados pelo INE- Instituto Nacional de Estatísticas -, a taxa de poupança das famílias aumentou para 10,6% no segundo trimestre do ano passado.

A verdade é que a pandemia da covid-19 obrigou a uma redução de despesas não essenciais e, em parte, esse foi um dos fatores que contribuiu para este aumento face aos anos anteriores.

Para tal, o Doutor Finanças em conjunto com o Dinheiro Vivo sugere-lhe várias dicas que prometem ajudar neste processo.

1. Estipular um valor fixo mensal

A organização é essencial e, para tal, nada melhor do que começar por estipular um valor fixo mensal de gastos. No entanto, este valor deve ficar ao critério de cada pessoa e/ou agregado familiar uma vez que, não só as despesas variam de caso para caso, como também os rendimentos auferidos são diferentes. Ainda assim, independentemente do valor, esta é uma opção que importa considerar por todos na hora de começar a construir uma poupança sólida.

Este passo vai ajudá-lo a gerir de forma mais consciente os gastos que tem e até a compreender se algum deles é supérfluo. Muitas vezes o que acaba por acontecer é que os gastos mais pequenos e de menor valor não são considerados e, no final das contas, ocupam maior espaço no orçamento do que o esperado. Assim, este valor pode ser o início de uma poupança bastante simpática.

Ainda assim, isto não é sinónimo da privação de qualquer despesa não essencial, o importante é que os seus gastos sejam coerentes com o seu orçamento e se realizem de forma ponderada e consciente.

2. Poupança automática

Atualmente, as soluções para uma poupança eficiente são muitas. Através de aplicações ou planos automáticos disponibilizados pelos bancos, o trabalho acaba por sair muito facilitado.

Neste ponto, a sugestão é a de criar uma poupança automática e, deste modo, dificilmente se aperceberá de que o montante estipulado entrou e saiu da sua conta. Para facilitar o processo, pode ver este valor como uma despesa fixa que tem no orçamento, tais como pagar a renda ou as contas.

Esta é uma solução que é já oferecida por vários bancos e que pode ser uma ajuda preciosa para os que têm mais dificuldade em termos de organização e disciplina.

3. Usar a totalidade ou parte de "extras" que possam existir

Ao longo do ano é possível que o valor do orçamento acabe por variar, nomeadamente com o recebimento de subsídios de férias e de Natal, comissões, prémios, ou outros que não estão previstos no valor base inicial.

Estes extras podem representar uma ótima oportunidade para reforçar a sua poupança. Tal não significa que tenha de os pôr de parte na totalidade, mas pelo menos uma percentagem desse montante não deve ser usado.

4. Rever encargos que possam dar origem a cortes e gerar mais poupança

Nem todas as despesas que consideramos essências no nosso dia-a-dia o são. Assim, é importante repensar se há cortes que podem ser feitos. Muitas vezes estes cortes podem resultar de uma simples organização diária, como o facto de levar a refeição para o trabalho. Ao planear estas refeições terá, também, uma lista de compras mais rigorosa, ajudando-o a evitar comprar mais do que o necessário e, por consequência gastar mais.

Há ainda outros hábitos que importam repensar quando o objetivo é o de construir uma poupança, tais como a utilização de transportes públicos, quando possível, em detrimento da exclusiva utilização do carro, ou ainda uma especial atenção às promoções na hora de fazer as compras de supermercado ou outros gastos.

5. Constituir um fundo de emergência

Por muita organização que exista, é importante não descurar o facto de que os imprevistos acontecem. O fundo de emergência serve, neste caso, para cobrir uma urgência médica, uma avaria no carro ou uma baixa no rendimento com a qual não se contava. Entre outros, estes são alguns dos exemplos mais comuns que justificam a necessidade de se munir desta segurança.

De acordo com o Doutor Finanças e revendo as boas práticas, é aconselhável que este fundo de emergência deve ter dinheiro suficiente para, pelo menos, pagar todas as despesas durante seis a doze meses.

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