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Pode poupar até 503 euros por ano na fatura energética em casa

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Portugal pode cortar 29% do consumo elétrico doméstico. Querm o diz é a Deco Proteste que, ao abrigo do projeto CLEAR 2.0 financiado pelo programa Horizonte 2020 da Comissão Europeia, ajudou 24 famílias, com 300 conselhos personalizados, a conseguir uma poupança anual que varia entre 19 e 503 euros. “No total, pouparam 2226 euros com medidas simples e sem perder conforto.”

A associação de defesa do consumidor ajudou estas 24 famílias a “obter um potencial de poupança anual de 18 MWh, evitando a emissão de 5882 kg de emissões de CO2 na atmosfera, o equivalente a 37 viagens de carro a gasóleo (ida e volta Lisboa – Madrid). O potencial de poupança mais elevado é no aquecimento central. Quem já usava fontes de energias renováveis revelou um potencial menor, o que demonstra a mais-valia da aposta”, pode ler-se num comunicado enviado às redações.

“Combinando os dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, Instituto Nacional de Estatística e Direção-Geral de Energia e Geologia, fizemos a extrapolação para Portugal. Considerámos quase 4 milhões de habitações permanentes. O perfil das famílias sem fonte de energia renovável representa 77% da população, enquanto o segundo perfil com fonte de energias renováveis corresponde a 23 por cento.” Diz a Deco que se as famílias aplicarem os seus conselhos (pode ler no final do texto), poderão poupar-se 5,5 TWh de energia produzida correspondente a 29% do consumo residencial de energia de Portugal.

“Começámos por fazer o retrato energético de Portugal por regiões, tendo em conta as fontes de energia e os equipamentos utilizados para produção de águas quentes sanitárias e aquecimento ambiente”, prossegue a associação. “Selecionadas as famílias, fizemos uma visita para conhecermos os equipamentos consumíveis de energia de que dispõem e os hábitos de consumo. Nessa visita, instalámos um dispositivo de monitorização dos consumos elétricos no quadro. Este aparelho permite recolher, em tempo real, o histórico dos consumos de eletricidade durante as 24 horas do dia.”

Feitas as contas ao consumo elétrico, custo de produção das águas quentes sanitárias e aquecimento ambiente, a Deco revela a poupança para as famílias que acompanhou. “Os perfis sem fontes de energias renováveis são menos eficientes, podendo maximizar a poupança. Eficiência e ecologia rimam com economia. No total, para as 24 famílias, recomendámos 300 medidas personalizadas, disponíveis no site desta Organização de defesa do consumidor.”

Segundo a Deco, “a compra de sistemas de energia renováveis nem sempre é fácil, mas pequenos gestos acessíveis a todos podem fazer a diferença na fatura energética”. Veja alguns dos exemplos:

– Desligue os equipamentos da corrente. Não os deixe em stand-by. Pondere sobre a utilização de extensões elétricas com corte de corrente. Estas medidas simples valem 55 euros de poupança por ano;

– Para águas quentes sanitárias, mantenha o regulador de temperatura do aparelho na posição “Eco” ou na temperatura mais próxima possível da usada na torneira. Com este gesto obtém uma poupança média de 41 euros por ano;

– Instale redutores de caudal nas torneiras e cabeças de chuveiro certificadas pela ANQIP (Associação Nacional para a Qualidade nas Instalações Prediais);

– Evite ao máximo fugas e torneiras a pingar;

– Prefira o uso de duche, em vez do banho de imersão;

– No inverno, aproveite o sol, abrindo as cortinas e/ou estores das janelas durante o dia e à noite feche-os;

– No verão, feche as cortinas e/ou estores das janelas durante o dia e à noite abra as janelas para arrefecer a casa;

– Faça uma descongelação regular do frigorífico e congelador;

– Lave a roupa a baixas temperaturas;

– Utilize o programa ECO da máquina de lavar loiça e a baixa temperatura;

– Seque a roupa no estendal. Caso utilize um secador, escolha um modelo com bomba de calor e dobre-a assim que o programa acaba;

– Coloque a tampa na panela ao cozinhar, sempre que a receita o permitir.

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