Spread: o que é e qual a oferta para 2023?

No momento de contratar um crédito habitação é importante perceber alguns conceitos importantes e a respetiva relevância dos mesmos de forma a garantirmos que temos o conhecimento suficiente para obtermos aquela que é, de facto, a melhor proposta do mercado.

Conheça os principais conceitos deste Glossário do Crédito Habitação:

Spread: o que é e qual a oferta para 2023?

O spread é, muito provavelmente, o termo mais utilizado e conhecido quando surge o tema do crédito habitação. Seja pelos bancos na apresentação de propostas ou pela população no geral, este é um conceito importante para a avaliação das condições que o mercado disponibiliza.

Nesse sentido, é importante desenvolver a definição deste conceito em si:

. O spread é um elemento da taxa de juro que é definido individualmente por cada banco num empréstimo habitação. No fundo, trata-se da margem de lucro da instituição financeira.

Por sua vez, e sabendo que, à partida, será sempre bom reduzir este valor, é fundamental perceber que o spread está diretamente relacionado com o nível de risco que o banco atribui a determinado cliente e que pode ser melhorado mediante a contratação de alguns produtos financeiros (cartão de crédito, cartão de débito, seguro de vida, seguro de multirriscos, entre outros) disponibilizados pela instituição bancária que contratualiza o crédito.

No que diz respeito à atualidade em si e à oferta que existente para o ano de 2023, e tendo em conta o atual contexto económico-financeiro que se vive influenciado pela subida das taxas de juro e pela inflação, é bom saber quais os números com que poderemos contar caso queiramos contratar um crédito habitação.

Valores atualizados a 3 de janeiro de 2023 para crédito habitação regime geral com taxa variável.

Euribor: o que é, prazos disponíveis e qual escolher?

Possivelmente tão comentado quanto o spread, o conceito "Euribor" assume também um papel com bastante relevância naquilo que é a formalização de uma proposta de crédito em si - a taxa Euribor está presente em praticamente todos os créditos habitação, e está sempre debaixo dos holofotes devido à influência que tem no valor das prestações mensais.

A Euribor é um juro que os bancos pagam aos principais bancos europeus para financiar a sua atividade. Tal como acontece com os consumidores e com as empresas, também os bancos pedem dinheiro emprestado a outros bancos e pagam juros por isso.

Dessa forma, a Taxa Euribor não é fixa encontra-se sujeita a oscilações diárias em função da média das taxas de juros dos bancos mais ativos na Zona Euro: sempre que a Euribor sobe, os empréstimos ficam mais caros e a mensalidade da casa sobe; se baixarem a taxa de juro também desce.

Apesar de a Euribor sofrer flutuações diárias em função da atividade dos bancos, o cliente pode decidir o momento em que a taxa é reajustada, sendo que os prazos mais comuns são 3, 6 e 12 meses - é importante não esquecer que esta escolha influencia o valor mensal da prestação.

Como tal, uma das perguntas que os portugueses mais colocam quando pretendem contratar um crédito habitação tem mesmo que ver com esta temática: qual é, afinal, o melhor prazo da Taxa Euribor?

. A verdade é que não existe uma resposta taxativa para esta questão dado que dependerá sempre das oscilações do mercado que muitas das vezes não dá para prever.

. Assim sendo, é possível dizer que quando as taxas estão a subir, o ideal é ter um prazo maior porque, desta forma, a sua prestação só será atualizada mais tarde. Quando as taxas estão a descer, pode ser mais vantajoso que a prestação seja revista mais cedo, para poder beneficiar dessa descida.

. Ainda assim, estas sugestões são relativas e dependerão sempre de caso para caso dado as especificidades de cada um dos processos.

TAN e TAEG: definição e diferença?

A TAN e a TAEG são, muito provavelmente, os melhores indicadores para comparar e avaliar propostas de diferentes instituições financeiras.

Entender a diferença entre estas as taxas, assim como qual delas é que reflete verdadeiramente o custo do crédito, é o desafio mais importante para quem pretende solicitar um financiamento.

Ora, a taxa de juro define-se pelo custo do dinheiro, ou seja, o valor que o banco vai ter de lucro quando lhe emprestar dinheiro que dependerá do prazo, do montante solicitado e do tipo de solução financeira em questão.

Dessa forma, a TAN (Taxa Anual Nominal) é uma taxa anual utilizada em operações que envolvam o pagamento de juros, expressando assim os juros do empréstimo. Ainda assim, é importante realçar que TAN não inclui impostos nem outros encargos com o crédito, pelo que não deverá servir de termo de comparação entre empréstimos.

Por sua vez, a TAEG (Taxa Anual de Encargos Efetiva Global) representa o custo total do empréstimo para o cliente já englobando todos os aspetos a ter em conta: comissões do empréstimo, seguros exigidos, juros, despesas com impostos e/ou relativas a registos (se aplicável) e outros encargos que estejam associados.

Em suma, a grande distinção entre a TAN e a TAEG reside nos encargos que o cliente tem de pagar para obter o empréstimo e que existem além dos juros. Naturalmente, num contrato de crédito, é normal que o valor da TAN seja mais reduzido do que o valor da TAEG.

Este artigo de Finanças Pessoais resulta de uma parceria da ComparaJá com o Dinheiro Vivo, com publicação semanal

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