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Vai contratar um crédito consolidado? Atenção aos riscos

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Contratar um crédito consolidado pode gerar uma poupança mensal com créditos até 60%. Mas há riscos a ter em conta.

O crédito consolidado é uma solução que permite juntar todos os créditos num só, reduzindo as prestações mensais. Na prática, o consumidor contrata um novo crédito semelhante a um empréstimo pessoal, para liquidar todos os restantes créditos. “A poupança mensal que pode representar até 60%”, estima a Reorganiza, empresa especializada em intermediação de crédito. Mas será que vale mesmo a pena?

Segundo a Reorganiza, o crédito consolidado apresenta vantagens mas os consumidores devem estar cientes dos riscos que podem estar implicados.

Vantagens

Consolidar créditos permite uma redução da taxa de juro média, especialmente se os consumidores utilizarem o capital para liquidar cartões de crédito e créditos de curto prazo.

  • Também existe a vantagem de simplificar a gestão mensal, “pois permite-lhe concentrar numa única prestação aquilo que fazia em três ou quatro prestações, facilitando o cumprimento das suas responsabilidades e evitando o pagamento de juros e comissões por atrasos”, diz a Reorganiza.

Riscos

Há dois grandes riscos do crédito consolidado, alerta a Reorganiza.

  1. “O alargamento do prazo, que pode representar um aumento dos juros suportados ao longo de todo o contrato”, diz. “A sugestão passa por contratar um prazo alargado e sempre que tiver disponibilidade financeira fazer amortizações antecipadas”, adianta.

Também pode haver um incentivo ao consumo, “na medida em que a redução da prestação mensal nos dá uma sensação de maior desafogo financeiro com o aumento do rendimento disponível”. Aqui, a Reorganiza sugere aos consumidores usarem “a maior disponibilidade financeira para amortizar antecipadamente o crédito sempre que exista disponibilidade”.

  1. Pode haver também o “incentivo ao endividamento, uma vez que muitos dos pedidos de consolidação de crédito vêm acompanhados por pedidos de liquidez adicional”. “O motivo é simples, aproveitamos a folga da redução da taxa e aumento do prazo para pedir mais dinheiro sem que isso afete o nosso orçamento. Mas afeta a nossa vida financeira a longo prazo, o que é perigoso”, avisa.
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