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“Aposta nas qualificações e digital torna-nos mais fortes para enfrentar crise”

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Programa UpSkill quer responder ao “maior desafio de Portugal” na transição digital: as competências.

Dar novas competências no mundo digital e responder às necessidades do mercado tecnológico português são os dois grandes objetivos do programa UpSkill, que pretende qualificar três mil adultos ao longo dos próximos anos.

Com o executivo a já ter delineado um plano de ação para o digital, apresentado ainda antes de a pandemia ter chegado à Europa, o secretário de Estado para a Transição Digital considera que a “a aposta nas qualificações e no digital” torna o país “mais forte para enfrentar a crise” causada pelo coronavírus.

Num programa que junta três eixos – Governo, empresas e instituições de Ensino Superior – vinte empresas assumiram o compromisso de contratar uma boa fatia dos profissionais formados em diversas áreas das tecnologias de informação, ao longo de seis meses.

André de Aragão Azevedo, secretário de Estado para a Transição Digital, explica ao Dinheiro Vivo que este programa vai “responder àquilo que é o maior desafio de Portugal na área da transição digital, que tem a ver com a capacitação da população ativa”.

Considerando que se trata de um programa “inovador”, já que foi possível “mobilizar todos os agentes do ecossistema”, com as empresas a identificarem “as necessidades de recrutamento para esta área” e, por outro, alinhando a oferta formativa para garantir o alinhamento com as necessidades do mercado de trabalho. O secretário de Estado destaca ainda a “resposta muito positiva” das instituições de Ensino Superior, que vão abrir portas aos formandos, um pouco por todo o país. A oferta formativa não funciona num molde fechado, sendo flexível às necessidades das empresas no futuro, nota.

“Houve uma fusão e conjugação de esforços para ter aqui uma oferta formativa mais interessante e alinhada pelo mercado”, considera o responsável, destacando que “a remuneração acima da média com valor mínimo de 1200 euros” de salário, após a qualificação, é outro ponto de destaque para os formandos.

O facto de as formações, que dão prioridade a quem esteja desempregado, estarem distribuídas pelo país tem ainda outro propósito: a preocupação com a fixação de talento no interior, “contribuindo para a coesão territorial do país”. André de Aragão Azevedo destaca a importância de ter “a oferta e poder de compra nestas zonas [do interior] com salários alinhados com os standards internacionais também é uma oferta mais interessante do que canalizar todo o investimento para Lisboa e Porto”.

Neste momento, o responsável garante que já “há quase 500 candidatos em condições de prosseguir para a próxima fase”, após o registo de 2800 pessoas na plataforma de inscrição.

Com a primeira etapa de formação a arrancar já em setembro, há já 20 empresas que aderiram a esta iniciativa e ainda “outras que já sinalizaram interesse”. Para o secretário de Estado, esse interesse por parte das empresas mostra que “apesar do contexto da crise pandémica”, essas organizações “tiveram a capacidade e visão de fazer um investimento em contraciclo e com isso estarem melhor preparadas para enfrentar a fase de retoma.”

O programa UPSkill resulta de uma parceria entre a APDC, IEFP e CCISP. Destinado a quem queira ter uma oportunidade profissional no setor das tecnologias de informação, onde há várias vagas por preencher em Portugal, o programa disponibiliza formação intensiva na área ao longo de seis meses. Neste momento, são disponibilizadas 500 vagas na área das TI, em empresas como a Altran, Axians, OutSystems, Microsoft, Accenture, AWS, CEiiA, Indra, JOYN, IBM, Deloitte, GFI ou DXC Technology, entre outras.

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