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Diversificação: o trunfo dos fundos de investimento

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O risco dos fundos depende sobretudo da composição da carteira. Mas lembre-se de que não garantem rendimento nem o reembolso do capital investido.

As taxas de juro dos depósitos a prazo estão pouco acima dos 0% e quem anda “à pesca” de rentabilidade deve considerar os fundos de investimento como alternativa. São carteiras de ativos detidas por vários investidores que aplicam coletivamente o seu dinheiro em ações, obrigações ou depósitos, entre outros produtos financeiros.

Para os principiantes, o mais importante é definir o perfil de risco e o prazo do investimento. Rui Castro Pacheco, head of asset management do Banco Best, recomenda o aconselhamento junto de um gestor profissional. E lembra também a já conhecida regra: “Risco e retorno estão sempre associados.” Para que o ganho a curto prazo seja “interessante”, o risco deverá ser muito elevado. Os fundos são, portanto, indicados para investimentos a médio/longo prazo.

Há vários tipos de fundo e distinguem-se com base nos títulos em que investem. Paulo Monteiro, responsável pela gestão de ativos do Banco Invest, esclarece que os riscos “não são próprios do fundo, são os mesmos do investimento direto em cada produto”. Os fundos estão sujeitos à evolução dos mercados, ao risco de capital, de remuneração, de liquidez e de crédito. Como tal, o risco depende sobretudo da composição da carteira. E – ressalva a Deco Proteste – salvo raras exceções, os fundos “não garantem nenhum tipo de rendimento, nem o reembolso do capital investido”, mesmo os de baixo risco.

Do outro lado da balança, pesa a diversificação, que, para Rui Castro Pacheco, é uma das principais vantagens: “O cliente pode ajustar os investimentos às suas expectativas e à sua propensão para o risco. Alguém que queira investir a 10 anos e que tolera o risco pode investir em fundos mistos compostos maioritariamente por ações ou mesmo em fundos de ações. Os mais conservadores têm à disposição os de obrigações ou os mistos com uma componente reduzida de ações.” É esta diversificação que ajuda a proteger o investidor. “Um fundo de ações está investido em cem empresas. Se uma falir, a perda é menor”, exemplifica Paulo Monteiro, destacando ainda que, ao contrário do investimento direto, “para pequenos montantes, os fundos permitem diversificar bastante”. Além da diversificação em classes de ativos, os fundos permitem ainda investir em produtos de diferentes moedas. Outra das vantagens destacadas pelo responsável é o facto de os produtos financeiros serem “altamente regulados” e legislados.

Há ainda outros aspetos a ter em conta para se aventurar, elencados pela Deco Proteste. Deve analisar o histórico, tanto do fundo, como da sociedade gestora. Depois de escolher, há vários locais onde pode fazer a subscrição: nos balcões dos bancos, nos Correios, por telefone ou online. Saiba também que em cada fundo há um montante mínimo (que normalmente não ultrapassa algumas centenas de euros) ou um número mínimo de Unidades de Participação (UP) a subscrever. Quem fixa o prazo é o investidor, mas há duas situações que podem ocorrer: a liquidação ou a fusão de fundos. No primeiro caso, a sociedade põe termo ao fundo, vende o património e restitui o investidor. No caso das fusões, não há custos e o valor do investimento mantém-se, mas o número de UP pode variar.

Os fundos de investimento têm custos. A comissão de gestão, ou seja, o pagamento pelo trabalho da sociedade gestora, e a comissão de depósito, que é o pagamento dos serviços da entidade depositária. Ambos são deduzidos automaticamente ao fundo, tendo influencia sobre o rendimento. Tenha atenção ainda à comissão de subscrição. Destina-se a cobrir as despesas de emissão das UP e é paga no momento da subscrição. Há ainda a comissão de resgate, definida em percentagem e paga no momento em que recebe o dinheiro investido e o respetivo rendimento.

fundos DV

Conheça ainda, na fotogaleria acima, os diferentes tipos de fundo de investimento, categorizados pela Deco Proteste.

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