Coronavírus

Serviços públicos abrem no dia 4 de maio com atendimento personalizado

Repartição de Finanças. Fotografia: Catarina Vieira/Global Imagens
Repartição de Finanças. Fotografia: Catarina Vieira/Global Imagens

Nesta primeira fase são apenas os serviços mais pequenos. As lojas do cidadão só na segunda quinzena de maio ou no início do mês de junho.

Repartições de finanças, registos e notários. Estes são os serviços públicos que vão abrir no dia 04 de maio, mas com regras de segurança apertadas e atendimento por marcação. Os espaços de maior dimensão, como as lojas do cidadão, só deverão reabrir portas na segunda ou terceira fase de desconfinamento.

“São os serviços desconcentrados que vão ter um atendimento personalizado e apenas por marcação”, refere o secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) ao Dinheiro Vivo, dando como exemplo os “centros de emprego, os registos e notariado”.

No caso dos centros de emprego, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) esclareceu, no entanto, numa nota enviada ao Dinheiro Vivo que nunca estiveram encerrados.

“Os centros de emprego nunca estiveram encerrados e tem sido sempre assegurado o atendimento dos nossos utentes, quer pelos canais digitais, cuja utilização compreensivelmente se incentivou, quer também com atendimentos presenciais”, indica a nota.

O IEFP acrescenta que a “única alteração introduzida foi passar a ter os atendimentos presenciais efetuados na sequência de um agendamento prévio”.

Desde meados de março que os serviços públicos não essenciais estavam apenas disponíveis online. Caso houvesse necessidade de deslocação presencial, tal só era possível através de marcação pela internet.

A partir de segunda-feira, dia 04 de maio, serviços como as repartições de finanças, os centros de emprego e notários já estarão de portas abertas para todo o tipo de atendimento, mas apenas com pré-marcação que poderá ser feita por telefone ou com senhas, evitando a aglomeração de pessoas.

Sindicatos exigem garantias de segurança
O atendimento será feito com regras apertadas de segurança, mas até agora, os sindicatos não receberam garantias da disponibilização de material de proteção individual.

“É preciso ter algum realismo para que os empregados, sejam públicos ou privados, tenham condições para fornecer aos trabalhadores proteção pessoal”, alerta José Abraão, da Fesap, indicando que “houve muita gente que teve de investir” em máscaras.

O líder da Fesap lembra que cada máscara pode custar “entre 1,5 euros e dois euros”, insistindo que deve ser o Estado a fornecer o material. O secretário-geral da Federação de Sindicatos da Administração Pública indica que alguns serviços “estão a comprar e a instalar acrílicos”.

Notícia atualizada no dia 30 de abril com o esclarecimento do IEFP sobre os centros de emprego.

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