Coronavírus

Como viver no local de trabalho em tempo de Covid-19

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As empresas e os seus funcionários estão sob pressão devido à pandemia do Covid-19. Estes conselhos podem ajudar a minimizar os efeitos da crise

A ameaça do novo coronavírus (Covid-19) transformou-se numa crise global que está a afetar os locais de trabalho, o mercado de ações e a saúde de pessoas de todo o mundo. Embora a maioria das organizações possua um plano de crise, muitas não estão preparadas para lidar com a gravidade da pandemia que o planeta enfrenta.

Leia também Trabalhadores podem optar por teletrabalho sem acordo do empregador

As empresas que antes eram resistentes à ideia de permitir que os seus funcionários trabalhem de casa são agora forçadas a fazer disso uma prioridade, isto depois das grandes tecnológicas (Amazon, Apple e Microsoft, Google, Twitter, Facebook) já terem toda a sua força de trabalho dos principais escritórios a trabalhar de casa.

As escolas também estão a tentar aderir ao ensino online, inclusive em Portugal, e os planos de contingência surgem sem parar. Neste contexto, a moral dos colaboradores das empresas está em queda acentuada, já que valores mais altos surgem no horizonte numa altura em que várias escolas estão a fechar e as crianças têm de ficar em casa.

Seguem alguns conselhos para tentar minimizar os efeitos da pandemia nas empresas e evitar pessimismos exagerados.

  1. 1. Seja focado ao comunicar

Info - COVID-19_ 3 fromas de sensibilizar os seus funcionários para o Covid-19-02É crucial que os líderes não entrem em pânico, especialmente com algo que não controlam. Os colaboradores olham para os gestores e atuam consoante o seu comportamento, especialmente em tempos de crise. Por isso, é importante que quem está em funções de chefia mantenha a calma e gira as suas emoções, mantendo sempre os funcionários atualizados sobre a situação atual e convidá-los a participar da discussão. Para evitar a disseminação de informações erradas e de rumores falsos devem partilhar apenas fontes fiáveis e evitar Além disso, devem estar atentos a comportamentos discriminatórios e observações em relação a colegas que usam máscaras faciais, por exemplo.

2. Crie medidas de contingência e ajuste as orientações

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Creches e escolas fechadas ameaçam prejudicar o dia-a-dia das famílias que não têm outras opções para cuidar de crianças. Os empregadores devem ser compreensivos, compreensivos e flexíveis, à medida que os trabalhadores tentam navegar pelas mudanças inesperadas que a pandemia cria. A última coisa que um funcionário precisa é que seu empregador seja rígido sobre trabalhar em casa para cuidar de sua família até encontrar uma solução alternativa.

Estudos indicam:

1 em cada 3 funcionários deixaram o emprego porque não sentiram que seu empregador se importava com eles como pessoa

25% deixaram o emprego porque não foram tratados com dignidade pelos líderes da empresa

1 em cada 5 deixou um emprego porque seu empregador não apoiava o seu bem-estar

3. Atenue os riscos e crie um ambiente de consciencialização

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Os empregadores devem abster-se de forçar os funcionários a viajar até porque as empresas têm uma obrigação moral e legal de cuidar dos funcionários e isso significa mitigar o risco de uma viagem. Há empresas que contratam especialistas em doenças e infeções para darem explicações científicas sobre o Covid-19 e a acabar com equívocos e paranoias, dando-lhe ferramentas para se sentirem e manterem seguros – o sabão azul e brancos e o gel desinfetante com álcool são uma ajuda importante para se manter a higiene necessária. Há empresas a fazerem da higiene um jogo divertido para que todos se sintam motivados a proteger-se.

Os conselhos da DGS para as empresas

A Direção-Geral da Saúde emitiu recomendações às empresas por causa do coronavírus, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, evitando reuniões em sala.

Na orientação publicada na página da internet, a DGS diz que as empresas devem estar preparadas para a possibilidade de parte (ou a totalidade) dos seus trabalhadores não irem trabalhar, devido a doença, suspensão de transportes públicos ou encerramento de escolas e que devem avaliar as atividades imprescindíveis na empresa e os recursos essenciais para as manter.

Aconselha ainda as empresas a recorreram a formas alternativas de trabalho, como o teletrabalho, reuniões por vídeo e teleconferências, assim como o acesso remoto dos clientes. Para este efeito, as companhias devem “ponderar o reforço das infraestruturas tecnológicas de comunicação e informação”, refere a DGS.

Para restringir o contacto direto com os casos suspeitos que possam surgir, as empresas devem criar áreas de isolamento com ventilação natural, ou sistema de ventilação mecânica, e revestimentos lisos e laváveis, sem tapetes, alcatifas ou cortinados.

Estas áreas deverão estar equipadas com telefone, cadeira ou marquesa, água e alguns alimentos não perecíveis, contentor de resíduos (com abertura não manual e saco de plástico), solução antisséptica de base alcoólica, toalhetes de papel, máscaras cirúrgicas, luvas descartáveis e termómetro.

Nesta área, ou próximo, deve existir uma instalação sanitária devidamente equipada, nomeadamente com doseador de sabão e toalhetes de papel, para a utilização exclusiva do trabalhador com sintomas/caso suspeito, acrescenta.

A empresa deverá incluir no seu plano de contingência procedimentos básicos para higienização das mãos (devem ser lavadas com água e sabão e/ou desinfetadas), regras de etiqueta respiratória (evitar tossir ou espirrar para as mãos), de colocação de máscara cirúrgica (incluindo a higienização das mãos antes de colocar e após remover a máscara) e de conduta social que incluam alterações na frequência e/ou a forma de contacto entre os trabalhadores e entre estes e os clientes, evitando o aperto de mão, as reuniões presenciais e os postos de trabalho partilhados.

Os planos de contingência devem ainda identificar os profissionais de saúde a contactar, mantendo acessíveis na empresa os contactos do Serviço de Saúde do Trabalho e, se possível, do(s) médico(s) do trabalho responsável(veis) pela vigilância da saúde dos trabalhadores.

Segundo esta orientação da DGS, as empresas devem ainda disponibilizar em sítios estratégicos (zonas de refeições, registos biométricos e zonas de isolamento) máscaras cirúrgicas para utilização do trabalhador com sintomas (caso suspeito) e para serem utilizadas, enquanto medida de precaução, pelos trabalhadores que prestam assistência ao/s caso/s suspeito/s, assim como toalhetes de papel para secagem das mãos.

As autoridades recomendam ainda o planeamento da higienização e limpeza dos revestimentos, equipamentos e utensílios, assim como dos objetos e superfícies como corrimãos, maçanetas de portas e botões de elevador.

Os planos devem ainda prever procedimento de vigilância de contactos próximos do caso suspeito, designadamente trabalhadores que estejam no mesmo posto de trabalho (gabinete, sala, secção, zona até 2 metros) ou que estiveram face-a-face com o caso confirmado ou que esteve com este em espaço fechado.

Perante um caso confirmado por COVID-19, a DGS diz ainda que devem ser ativados os procedimentos de vigilância ativa dos contactos próximos (familiares e amigos).

Segundo esta orientação da DGS, o período de incubação estimado do novo coronavírus é de dois a 12 dias. Como medida de precaução, as autoridades recomendam a vigilância ativa dos contactos próximos durante 14 dias desde a data da última exposição ao caso confirmado.

LEIA AQUI TODA A COBERTURA SOBRE O NOVO CORONAVÍRUS

 

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