Abstenção foi a mais alta de sempre em eleições presidenciais

Taxa de abstenção nas eleições foi de 60,51%; em 2016 tinha sido de 51,3%, bem longe dos 15,8% de 1980, a mais baixa de sempre.

Entre as restrições impostas pela pandemia da covid-19 e o mau tempo que se fez sentir nos últimos dias, temia-se que a abstenção nas eleições chegasse a uma taxa de 70%. O valor acabou por ser elevado e o mais alto de sempre em eleições presidenciais: 60,51%.

A taxa de abstenção destas eleições pode também ser explicada pelas alterações nos cadernos eleitorais, por causa do recenseamento automático. Os cadernos passaram a contar com os eleitores registados no estrangeiro: passaram de 301 mil para mais de 1,5 milhões.

A abstenção entre estes eleitores ronda os 95%. Em 2016, a participação dos emigrantes portugueses nas presidenciais foi de menos de 5% (4,69%). Só por si, os novos eleitores registados no estrangeiro podem significar um aumento de 13.5 pontos percentuais na abstenção.

Em 2021 estava registados 10.856.010 eleitores (9.314.947 no território nacional e 1.550.063 no estrangeiro ), enquanto que em 2016 estavam inscritos 9.741.377 eleitores (9.439.914 no território nacional e 301.463 no estrangeiro).

Nas eleições que elegeram Marcelo Rebelo de Sousa para o seu primeiro mandato como Presidente, a taxa de abstenção foi de 51,3%. Marcelo concorreu então contra Sampaio da Nóvoa, com o apoio do PS, Maria Matias (BE), Maria de Belém ou Edgar Silva (PCP).

Venceu então as eleições com 52% dos votos (um total de 2.411.925 votos), reforçando este ano para uma percentagem de 60,7% e mais votos: 2.519.599 votos.

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