PJ faz buscas na sede da Presidência do Conselho de Ministros. Em causa crimes de corrupção e falsificação

​​​​​O secretário-geral, David Xavier, será o visado destas diligências por suspeita de corrupção e outros crimes associados à violação de regras de contratação pública. As buscas estão a decorrer nas regiões de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga e incidem sobre "sociedades comerciais, empresas de contabilidade, residências particulares e organismos de administração pública".

Diário de Notícias
Sede nacional da Polícia Judiciária © Jorge Firmino / Global Imagens

A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar, nesta quinta-feira, buscas na sede da Presidência do Conselho de Ministros (PCM), avança a ​​​​​​​CNN Portugal.

Estas diligências, que arrancaram pelas 9h00, terão como visado o secretário-geral, David Xavier, que é suspeito de corrupção e de outros crimes, nomeadamente a violação de regras de contratação pública a empresas privadas, de bens e serviços para o Governo.

De acordo com a CNN Portugal, David Xavier é suspeito de obter benefícios pessoais, através de subornos, na aquisição para o Estado de sistemas informáticos a uma determinada empresa do norte do país, em ajustes diretos.

Esta operação está a ser conduzida pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da PJ​​​​​​, que, segundo a estação de televisão, realiza buscas em gabinetes ministeriais, mas também em residências.

O Ministério Público revelou, entretanto, que corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio e falsificação de documento são os crimes que levaram à realização de buscas pela PJ na Presidência do Conselho de Ministros.

De acordo com o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), estão em causa "factos relacionados com a adjudicação, através de ajuste direto, de contrato de prestação de serviços celebrado entre organismos da administração pública e sociedade comercial".

O MP adianta que as buscas estão a decorrer nas regiões de Lisboa, Coimbra, Porto e Braga e que incidem sobre "sociedades comerciais, empresas de contabilidade, residências particulares e organismos de administração pública".

A investigação é conduzida pelo DCIAP, a estrutura do MP que investiga a criminalidade económico-financeira organizada mais grave e complexa, contando com o apoio da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária (PJ).

Com Lusa

Notícia atualizada às 13:05

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