Seleção portuguesa evita 100 milhões de prejuízo

Ir ou não a um Mundial já deixou de ser mera questão de honra desportiva. Vale muito dinheiro e pode valer ainda mais. CR7 e companhia têm a senha do cofre nos pés

João Almeida Moreira
Cristiano Ronaldo, jogador do Seleção Nacional de Futebol. © EPA/ANTÓNIO COTRIM

Ao garantir o apuramento para o Mundial do Qatar na dupla jornada de repescagem europeia frente à Turquia e à Macedónia do Norte, a seleção portuguesa evitou prejuízo, grosso modo, de 100 milhões de euros.

Os cálculos incluem os bónus dos patrocinadores, os prémios de participação e de jogos e os direitos de TV. E têm como base estudo do impacto económico da ausência da Itália do Mundial de 2018 na Rússia (a Squadra Azzurra, entretanto, voltou a falhar, pela segunda vez seguida, uma "copa").

Ir ou deixar de ir a um Mundial é assunto de milhões não apenas para o futebol de uma nação como para a nação em si. Voltando ao exemplo italiano, estima-se que em 2006, quando a seleção do bel paese foi campeã mundial na Alemanha, o PIB local cresceu 1%; e que, em sentido contrário, às vésperas do Mundial 2018, a que ela não foi, a tradicional subida de 3 a 4% nos números de vendas de novos televisores, por exemplo, não se verificou.

Felizmente, para Portugal o tema "não ir ao Mundial" é um assunto do século passado que se conta ainda em escudos - da adesão ao euro para cá, na viragem do milénio, Portugal esteve em todos os seis mundiais (incluindo o atual), em todos os cinco europeus, em duas Ligas das Nações e numa Taça das Confederações.

No Qatar, o momento é, pois, não de falar em prejuízos mas em lucros: só por participação, a FIFA já distribui 12 milhões de dólares a cada uma das 32 seleções apuradas; e esse valor vai aumentando à medida a que a equipa progride na competição - o vencedor leva para casa 50 milhões de dólares, além dos 12 originais. CR7 e companhia têm a senha do cofre nos pés.

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