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António Fonseca é o novo presidente do Mais Sindicato

António Fonseca, atual presidente do Mais Sindicato
António Fonseca, atual presidente do Mais Sindicato

A direção do Mais Sindicato (denominado antes de SBSI, Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas) elegeu António Fonseca como presidente, após a destituição de Rui Riso, segundo comunicado hoje divulgado.

A Lusa noticiou na terça-feira que Rui Riso saiu de presidente do SBSI, tendo o próprio atribuído a saída da liderança (continua como vogal da direção) a questões político-sindicais internas.

Nos últimos meses, o clima de conflito no interior do sindicato adensou-se com manifestações de reformados a propósito do fecho dos serviços médicos SAMS no início da crise pandémica e depois de uma reportagem da SIC em que a gestão Riso era alvo de críticas de associados.

O socialista Rui Riso tinha sido reeleito para um novo mandato de quatro anos do SBSI, em abril de 2019, mantendo a coligação entre a tendência sindical socialista e a social-democrata.

Em comunicado hoje divulgado, o SBSI anunciou que na reunião de direção de quinta-feira foi eleito António Fonseca (já pertencia à direção) como presidente do sindicato assim como dos SAMS.

Sobre a saída de Rui Riso, é referido apenas que a direção decidiu destituir Riso “por considerar que neste momento não reunia condições para se manter no cargo”.

Já o novo presidente, António Fonseca, citado no comunicado, afirmou que se abre um novo ciclo e que a “equipa de direção está empenhada em valorizar um sindicato mais sintonizado com os associados, mais ativo na defesa dos interesses dos bancários e mais empenhado na resposta do SAMS”.

“Mais do que nunca, o contributo de todos é decisivo nesta nova fase em que é fundamental fazer diferente”, acrescentou.

António Fonseca tem 50 anos e um percurso feito na Caixa Geral de Depósitos. Em 2007, integrou a direção do SBSI e, antes de ser eleito presidente esta quinta-feira, desempenhava funções de tesoureiro.

Na quinta-feira, o MUDAR — Movimento de Unidade Democracia e Ação Reivindicativa (uma tendência sindical do SBSI oposta às tendências socialista e social-democrata) exigiu eleições antecipadas no SBSI.

Em comunicado, o MUDAR considerou que Rui Riso “personifica uma orientação político-sindical que levou à destruição dos principais direitos contratuais dos bancários” e que os dirigentes dos SBSI “constituem uma associação de incompetentes e cúmplices e, por isso, a responsabilidade das situações criadas é do presidente e daqueles”.

Esta tendência sindical do SBSI defendeu ainda que “o Ministério Público tem de se encarregar de investigar todas as suspeitas” sobre eventuais crimes que tenham sido praticados no SBSI.

Contactado pela Lusa, o membro do MUDAR António Grosso disse que o movimento está a preparar documentação para enviar ao Ministério Público sobre a direção presidida por Rui Riso com vários casos que consideram suspeitos, incluindo relativos a favorecimentos de familiares.

O SBSI tem quase 37 mil associados, segundo fonte oficial.

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