Coronavírus

Bruxelas chega a acordo com alemã BioNTech-Pfizer para aquisição da vacina

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Fotografia: Kenzo Tribouillard/AFP

A Comissão Europeia já concluiu acordos de compra com seis empresas farmacêuticas.

A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira que concluiu as negociações exploratórias com mais uma farmacêutica que está a trabalhar numa vacina para a Covid-19. Em comunicado, Bruxelas refere que a BioNTech-Pfizer é a sexta farmacêutica com quem já chegou a acordo.

“O contrato previsto com a BioNTech-Pfizer proporcionaria a todos os Estados-Membros da UE a possibilidade de adquirirem a vacina, bem como de fazer doações aos países de baixo e médio rendimento ou de a redirecionar para países europeus”, indica a Comissão, em comunicado.

Está previsto que Bruxelas possa ter acesso a um quadro contratual onde fique estipulada a compra de 200 milhões de doses “em nome de todos os Estados-Membros”, com a opção de compra de 100 mil doses adicionais.

“As nossas hipóteses de conceber e disponibilizar uma vacina segura e eficaz nunca foram maiores, tanto para os europeus, como para o resto do mundo. Para derrotar o coronavírus em qualquer parte, temos de o vencer por toda a parte”, afirma a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

A Comissão espera que, concluídas as negociações, seja delineado um acordo prévio de compra, que é financiado pelo Instrumento de Apoio de Emergência.

Até ao momento, Bruxelas tem já acordos de compra antecipada com a Sanofi-GSK (o primeiro acordo a ser definido, ainda no fim de julho), com a Johnson & Johnson a CureVac e, desde o fim de agosto, com a Moderna. Já com a AstraZeneca está já assinado um contrato, que entrou em vigor em 27 de agosto.

Esta quarta-feira a AstraZeneca suspendeu os testes da fase final da vacina que está a desenvolver contra a covid-19, em parceria com a Universidade de Oxford, após uma suspeita de reação adversa séria num participante do estudo.

A informação foi avançada na noite de terça-feira pelo site Stat News e depois confirmada pela própria farmacêutica, num comunicado enviado à CNN, com a empresa a frisar que se trata de “uma ação de rotina, que deve acontecer sempre que houver uma doença potencialmente inexplicada num dos ensaios”.

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