Educação

Câmara de Lisboa cede terreno municipal para construção de escola

Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
(Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens)
Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa. (Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens)

A Cruz Vermelha Portuguesa pagará ao município uma renda anual de 34 mil e 902 euros.

A Câmara de Lisboa aprovou esta quinta-feira a cedência de um terreno municipal por 75 anos, em regime de direito de superfície, à Cruz Vermelha Portuguesa (CVP), para a construção da nova Escola Superior de Saúde.

A proposta, subscrita pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado (PS), foi aprovada com os votos contra do PCP e do BE e os votos favoráveis de PS, CDS-PP e PSD.

A parcela de terreno municipal, na rua Teresa Gomes, freguesia de São Domingos de Benfica, com a área total de 9.500 metros quadrados, e respetivo subsolo, será cedida à Cruz Vermelha Portuguesa, em regime de direito de superfície, no valor de cerca de 2,1 milhões de euros.

A Cruz Vermelha Portuguesa pagará ao município uma renda anual de 34 mil e 902 euros.

O vereador comunista Jorge Alves disse à Lusa que, apesar de a Cruz Vermelha ser uma instituição que “merece toda a credibilidade”, o PCP considera que “havendo espaços disponíveis no património do Município, devem ser afetos a intervenção pública”.

No mesmo sentido argumentou à Lusa fonte oficial do gabinete do vereador do BE, Manuel Grilo, considerando que “o terreno acaba por ser cedido a um preço muito baixo tendo em conta que vai para uma faculdade privada”, que depois “cobra mensalidades muito altas aos estudantes”.

O vereador do PSD João Pedro Costa disse à Lusa que o voto favorável dos sociais-democratas foi condicionado a soluções de estacionamento e viárias que descongestionem a zona.

A Escola Superior de Saúde da CVP (ESSCVP), frequentada por cerca de mil estudantes, funciona atualmente num edifício no Vale de Alcântara, sendo apontado na proposta do vereador do Urbanismo que o estabelecimento de ensino não dispõe “de condições adequadas”.

Uma auditoria efetuada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, citada na proposta do vereador do Urbanismo, indica que a “disposição em altura com poucos elevadores é um forte constrangimento ao bom funcionamento dos cursos no atual edifício”.

Assim, Manuel Salgado considerou ser “do interesse público e da maior relevância para a cidade de Lisboa que possa, no local em causa, ser construído um novo equipamento para o funcionamento da ESSCVP, não só pela possibilidade de construir um edifício de raiz devidamente adequado e adotado às necessidades, mas também pela proximidade com as instalações do Hospital da Cruz Vermelha, que permitirá gerar importantes sinergias e economias de escala”.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O presidente do Novo Banco, António Ramalho, conversa com Teresa Leal Coelho (ausente da foto), presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, durante a audição na Assembleia da República, Lisboa, 21 de março de 2019.  ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Ramalho: “DG Comp não tem particular simpatia pelos bancos portugueses”

António Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista Montepio Geral

( Gustavo Bom / Global Imagens )

ASF inicia processo de avaliação da idoneidade de Tomás Correia

Rodrigo Costa, CEO da REN Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA

Rodrigo Costa: “Já pagámos 127,5 milhões” de CESE

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Câmara de Lisboa cede terreno municipal para construção de escola