Carlos Moedas: "O meu projeto de vida é ser presidente da CML. É o meu sonho, não tenho outro"

O ex-ministro de Passos e ex-comissário europeu apresentou hoje a sua candidatura à câmara de Lisboa, pelo PSD mas tentando "congregar as forças não socialistas moderadas e progressistas da nossa cidade"

Carlos Moedas escolheu o Instituto Superior Técnico - a instituição de ensino que o levou aos 18 anos a deixar Beja para rumar a Lisboa - para fazer a apresentação formal da sua candidatura à Câmara Municipal de Lisboa.

O ex-comissário disse que quer "congregar as forças não socialistas moderadas e progressistas da nossa cidade" e fazê-lo liderando uma lista que junte o seu partido, o PSD, ao CDS, Iniciativa Liberal, PPM, MPT e Aliança.

E - acrescentou - quer "que outros se juntem, sobretudo independentes vindos da sociedade civil, desencantados ou desinteressados da política ou simplesmente cansados desta governação socialista".

"O que está em jogo é isto mesmo: derrotar esta governação. E temos que estar unidos. Cada um dos lisboetas terá esta responsabilidade. Escolher entre mais do mesmo ou escolher um recomeço. Um projeto novo e arejado", disse ainda.

Ou, por outras palavras: "É importante para a nossa democracia unir o centro-direita em Portugal. Mas mais do que isso. Espero que a minha candidatura seja uma candidatura com o apoio de um leque alargado de partidos e sobretudo da sociedade civil. Muitos independentes, cidadãos desencantados da política, ou que no passado tiveram outras opções políticas, para que possamos mudar esta governação socialista com mais de 14 anos na nossa cidade."

Moedas, agora administrador da Gulbenkian, procurou ainda negar ver esta candidatura à CML como um trampolim para outros voos no PSD (há quem o veja como um potencial sucessor de Rui Rio na liderança).

"O meu projeto de vida é ser presidente da CML. É o meu sonho, não tenho outro", assegurou. "Estou aqui para isto, quero mesmo isto, é isto que eu quero, ser presidente da câmara de Lisboa", disse ainda.

"Os novos tempos vão exigir uma das maiores reconstruções que Lisboa já viveu - económica, social, cultural e ambiental, mas sobretudo humana. Uma das maiores reconstruções de que há memória", disse, referindo-se aos efeitos da pandemia covid-19 na cidade.

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