Coronavírus

“Centro da Azambuja não é zona de risco”. Sonae MC gasta 20 milhões em medidas

Trabalhadores da plataforma logística de Azambuja, trabalhadores dos armazéns  e fábricas que chegam também de comboio no apeadeiro Espadanal de Azambuja

(Leonardo Negrão / Global Imagens)
Trabalhadores da plataforma logística de Azambuja, trabalhadores dos armazéns e fábricas que chegam também de comboio no apeadeiro Espadanal de Azambuja (Leonardo Negrão / Global Imagens)

Dos 833 trabalhadores testados na base da Sonae, na Azambuja, 175 têm covid-19. Empresa diz que já gastou 20 milhões e centro não é zona de infeção.

Dos 833 trabalhadores testados na base logística da Sonae, na Azambuja, 175 acusaram positivo à covid-19 e encontram-se a recuperar em casa. O anúncio foi feito esta manhã pela diretora-geral da Saúde (DGS) e a informação é confirmada pela Sonae MC, em comunicado.

A empresa reagiu explicando que tomou todas as medidas necessárias para minimizar o problema. “Tal como a DGS já atestou por várias vezes em visitas ao local, reiteramos que o Centro de Distribuição da Azambuja, não é neste momento uma zona de risco, não é um foco de infeção e não é um foco de contágios”.

A Sonae MC “assumiu como prioritárias as medidas de proteção das suas equipas”, “pela relevância da sua atividade”, o que a empresa diz ter permitido que “todas as suas unidades, nomeadamente este entreposto, continuassem a trabalhar durante toda a fase de emergência nacional em prol dos portugueses”.

Depois são explicados os procedimentos tomados desde que foi identificado o primeiro colaborador sintomático na Azambuja e que fazem parte de um ” plano de contingência profundo com vista a combater a disseminação da pandemia, sempre de acordo “com as recomendações da Direção Geral de Saúde”. A empresa já terá gasto, assim, “só em medidas de prevenção” mais 20 milhões de euros.

O comunicado destaca algumas das 80 medidas implementadas no entreposto da Azambuja: duplicação do serviço de autocarros da empresa, por forma a que nenhum colaborador do entreposto tenha necessidade de utilizar o comboio; desafasamento de horários dos turnos, evitando concentrações de colaboradores nas entradas e saídas; instituição do uso obrigatório de máscaras para todos os colaboradores, disponibilizando-as em quantidade suficiente para assegurar o seu uso no local e fora do mesmo; disponibilização de doseadores de gel, viseiras de proteção e luvas; processo de verificação automática, por câmara, de temperatura a todas a pessoas à entrada do entreposto; reforço da segurança, higiene e limpeza dos locais de trabalho, das zonas sociais, bem como a desinfeção de todos os veículos de transporte de mercadorias; sinalética em todas as áreas do entreposto para acautelar distâncias de segurança; novos balneários com limitação do número de pessoas; trabalho remoto sempre que possível; colaboradores que fazem parte de grupos de riscos identificados e em casa preventivamente.

A empresa diz também ter testado diversos pontos de contacto do entreposto, “para identificar e despistar potenciais focos de contágio – maçanetas de portas, materiais diversos, balneários, áreas sociais, etc”. E todos os testes laboratoriais realizados “comprovaram a não existência de qualquer foco de coronavírus nestas instalações”.

A diretora-geral da Saúde disse hoje que, nesta fase, o surto na Sonae “é o maior” em toda a região de Lisboa e Vale do Tejo e influenciou o aparecimento de outros sete casos de infeção espalhados por cinco empresas também da Azambuja.

Na terça-feira, o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) pediu que os três mil funcionários do grupo Sonae que trabalham no entreposto da Azambuja devem ser testados, depois de detetados 121 casos da covid-19.

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