Deco Proteste volta a exigir a revisão da tarifa da água e dos resíduos cobrada pelos municípios

A maioria dos municípios ainda cobra segundo a máxima: "quanto mais água gasta, mais lixo paga".

A Deco Proteste, área editorial da organização de defesa do consumidor refere que, ao analisar as tarifas de resíduos sólidos nos 308 municípios em território português, ao longo de 2020, concluiu que "80% continua a indexar a tarifa em função do consumo de água", algo que considera ser "um cálculo injusto para as famílias que reciclam e que não espelha as suas práticas sustentáveis".

A taxação atual é feita com base nos m3 de água gastos, o que não tem nenhum tipo de correlação com o desperdício de cada agregado familiar, nem valoriza aqueles que valorizam as questões da sustentabilidade e, por tal, reciclam os seus resíduos.

Em outubro de 2020, a organização relançou a campanha "Lixo não é água" para sensibilizar os consumidores sobre a forma como é cobrada a tarifa de resíduos sólidos na maior parte dos municípios portugueses. Agora, o apelo é pela dos portugueses para que a iniciativa possa ter mais força junto da Assembleia da República.

Pay as you throw

Mais uma vez, a organização vem reforçar, em comunicado, a necessidade da implementação de um "sistema que permita o cálculo em função do volume ou peso de resíduos indiferenciados que se produz (lixo), compensando a parcela de resíduos que foram encaminhados para recolha seletiva e reciclagem".

Este sistema, intitulado de Pay as you throw - PAYT, prevê um mecanismo mais justo para todos onde se paga apenas o lixo que se produz e que não se recicla.

A organização disponibiliza ainda, na sua página oficial, um simulador de tarifas que lhe possibilita comparar os diferentes valores que são aplicados nos diferentes municípios e, dá-lhe ainda uma perceção do valor que paga anualmente.

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