DGS corrige erro de contagem em Beja e afinal já pode avançar para a terceira fase de desconfinamento

Com a saída de Beja, são agora seis os concelhos que mantêm as regras da fase atual de desconfinamento.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta sexta-feira que "procedeu a uma retificação da incidência cumulativa de covid-19 a 14 dias por 100 000 habitantes, no concelho de Beja, para o período de 31 de março a 13 de abril de 2021".

Assim sendo, a incidência cumulativa "é de 107 casos por 100 000 habitantes", corrige a autoridade de saúde.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, indicou que Beja era um dos sete concelhos que não avançavam para a terceira fase do plano de desconfinamento por terem mais de 120 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, mantendo as atuais medidas. Neste grupo estão agora, com a saída de Beja, os seguintes concelhos: Alandroal, Albufeira, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela. Estes mantêm as regras da fase atual.

Com esta retificação, Beja pode prosseguir para a terceira fase do desconfinamento, que arranca na segunda-feira (19 de abril).

Ainda ontem, o presidente da Câmara de Beja contestou a inclusão do seu município no conjunto dos que não avançam para a próxima fase de desconfinamento e pediu explicações à DGS. Em declarações à agência Lusa, Paulo Arsénio considerou que "não faz o menor sentido" travar o desconfinamento naquele município do Baixo Alentejo e refutou a taxa de incidência acima de mais de 120 casos de covid-19 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias que lhe foi atribuída. "A DGS devia explicar onde é que foi buscar este número que, de facto, vai muito para além dos novos casos [de covid-19] que foram comunicados à Câmara Municipal de Beja nos últimos 14 dias", exigiu Paulo Arsénio.

Quatro concelhos recuam à fase anterior

Os concelhos de Moura, Odemira, Portimão, Rio Maior vão recuar à primeira fase de desconfinamento, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro depois do Conselho de Ministros que aprovou as medidas do calendário de reabertura do país. As esplanadas ficam encerradas e as vendas só podem ser feitas ao postigo, esclareceu António Costa e a população volta a ficar impedida de circular, voltando a ter o dever geral de recolhimento domiciliário.

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