Empresas com pouca adesão aos apoios da Indústria 4.0

Na segunda fase, apresentada esta terça-feira, Governo muda regras de acesso ao programa para promover uma maior adesão.

A fraca adesão por parte das empresas levou o Governo a mudar as regras de acesso aos apoios do programa Indústria 4.0. A notícia é avançada pelo Jornal de Negócios que cita o secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves. O responsável admite que as medidas "não correspondiam às necessidades das empresas", e por isso o Executivo promovera um ajustamento "àquilo que são os objetivos da segunda fase, que é permitir que as empresas possam realizar projetos de transformação digital com financiamentos adequados aos projetos que têm de realizar."

A segunda fase do programa da Indústria 4.0 será apresentada esta terça-feira e prevê um investimento de 600 milhões de euros em dois anos, com o Governo a pretender envolver nas várias iniciativas 20 mil empresas, formar mais de 200 mil trabalhadores e financiar mais de 350 projetos transformadores. As alterações em relação à primeira fase passam por um prazo de financiamento mais alargado (até sete anos), maior carência de capital (de um para dois anos), concretização do projeto num intervalo de tempo maior (de um para dois anos) e maior bonificação de comissão de garantia (de 50% para 100%).

O Executivo tem 100 milhões disponíveis para as empresas que queiram aderir ao programa, o mesmo valor que tinha sido disponibilizado na primeira fase. João Neves acredita que, com as medidas revistas, será mais fácil a adesão à iniciativa por parte das empresas, admitindo inclusive que possa vir a ser necessário reforçar o montante.

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