Coronavírus

Espanha proíbe fumar nas ruas e fecha bares em todo o país

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Centro de Aranda de Duero, em Burgos, Espanha vazia após novas medidas de confinamento na cidade onde vivem 32 mil pessoas, devido ao aumento de casos de covid-19 na zona. EPA/PACO SANTAMARIA

Comunidades espanholas relatam 3 mil novos positivos quinta-feira, o maior número desde abril. Governo anuncia 11 medidas e três recomendações

O ministro da Saúde de Espanha, Salvador Illa, anunciou esta sexta-feira 11 medidas e três recomendações após uma região de urgência com as comunidades autónomas perante o aumento dos casos de coronavírus no país. Entre as medidas estão o fecho de bares e discotecas e a proibição de fumar nas ruas para todo o país, se a distância de dois metros não puder ser respeitada, e dos botellones.

“Que fique claro: beber na rua está proibido, não se pode beber na rua”, disse o ministro, que fez também três recomendações: limitar as confraternizações ao grupo de convivência mais próximo, que os ajuntamentos tenham um máximo de 10 pessoas e que os trabalhadores dos centros de saúde sejam testados com frequência.

Salvador Illa agradece “sobretudo às pessoas de terceira idade pelo estrito cumprimento das medidas” e dirigiu-se aos jovens para sublinhas a importância de haver disciplina. “Não podemos não cumprir as medidas”, insistiu, instando as comunidades a aplicar sanções perante os botellones.

“As medidas que estou a anunciar hoje são válidas para todo o território de Espanha”, vincou, depois de algumas comunidades autónomas terem implementado medidas isoladamente.

Foi a segunda vez nesta semana que Illa se reúne com os representantes regionais, após a reunião de quarta-feira dedicada a rever a situação dos surtos.

Esta decisão chega num momento particularmente delicado. Por um lado, os dados sobre a evolução da pandemia na Espanha continuam a piorar. Nesta quinta-feira, as várias comunidades relataram 2.935 novos positivos de covid-19 nas últimas 24 horas.

Há que remontar ao final de abril para encontrar um número maior de novos casos. Esta situação levou nove sociedades científicas a emitir esta quinta-feira um comunicado no qual alertavam para um possível colapso do sistema de saúde semelhante ao de abril e maio deste ano, embora nesta quinta-feira o diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências de Saúde, Fernando Simón, tenha descartado esse colapso, afirmando que atualmente apenas 3% dos recursos do hospital são dedicados a pacientes com covid.

Todas as comunidades autónomas estão sujeitas a surtos mais ou menos extensos. No total, estão 837 surtos ativos, de acordo com a última contagem do ministério da saúde, com mais de 9.200 pessoas afetadas. Esta situação tem levado algumas comunidades a decretarem confinamentos locais. Porém, essas medidas têm de ser autorizadas por um juiz, e a decisão deste nem sempre coincide com o que é pedido pelas autoridades autónomas, como aconteceu com a ideia da Junta de Castela e Leão de confinar Aranda de Duero (Burgos) por duas semanas, prazo que o juiz reduziu para uma semana.

Além disso, a recuperação das competências em gestão de crise por parte comunidades a partir do fim do estado de alerta no dia 21 de junho causou uma diferença significativa nas medidas tomadas, à qual se juntou esta semana a proibição de fumar ao ar livre decidida pela Galiza e apoiada neste momento pelas Ilhas Canárias. Já na conferência de imprensa com Fernando Simón, na quinta-feira, foi sugerido que o ministério homogeneizasse essas e outras medidas possíveis, o que as tornaria mais compreensíveis para a população.

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