Estado leva endividamento da economia para novo máximo

O endividamento do setor não financeiro atingiu um novo recorde em julho, fixando-se em 726 mil milhões de euros.

O endividamento do setor não financeiro voltou a subir em julho, fixando-se em 726 mil milhões de euros, anunciou o Banco de Portugal no seu Boletim Estatístico de Agosto.

Deste valor, 317,7 mil milhões de euros cabem ao setor público e os restantes 408,3 mil milhões de euros correspondem ao setor privado.

Trata-se de um novo máximo desde pelo menos o final de 2013 e compara com o montante de 724,4 mil milhões de euros em maio deste ano.

"Em relação ao final de 2016, o endividamento do setor não financeiro aumentou 10,9 mil milhões de euros, dos quais 9,9 mil milhões de euros respeitavam ao setor público e mil milhões de euros ao setor privado", refere uma nota do Banco de Portugal sobre o dados divulgados esta terça-feira.

O aumento registado no endividamento do setor público é explicado, sobretudo, com a subida do financiamento concedido pelo setor residente. Os bancos emprestaram ao setor público 6,5 mil milhões de euros e os particulares 2,3 mil milhões de euros.

No setor privado, a subida deve-se sobretudo ao aumento do endividamento das empresas privadas em 1,3 mil milhões de euros. As empresas obtiveram financiamento de 3,5 mil milhões de euros junto de mão residentes, o que foi compensado parcialmente pela descida do crédito concedido pelo setor financeiro e outros setores em Portugal.

Face ao final de 2016, o endividamento dos particulares caiu 300 milhões de euros.

No primeiro semestre, o financiamento das administrações públicas foi de 3,4 mil milhões de euros, acima dos 2,7 mil milhões de euros em igual período de 2016.

O financiamento obtido junto dos bancos foi de 1,6 mil milhões de euros e o obtido junto de outros financiadores residentes atingiu os 3,4 mil milhões de euros.

No primeiro semestre do ano, o Estado procedeu a reembolsos antecipados de empréstimos ao Fundo Monetário Internacional num total de 2,7 mil milhões de euros.

"O financiamento através da emissão de títulos atingiu os 9,0 mil milhões de euros que mais do que compensou a redução de 5,6 mil milhões de euros nos empréstimos líquidos de depósitos", refere uma nota do Banco de Portugal relativa aos dados do Boletim Estatístico.

Segundo o mesmo Boletim Estatístico, no total, a dívida direta do Estado desceu 441 milhões de euros em julho face ao mês anterior para 244,194 mil milhões de euros.

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