EUA repõe restrições a viagens a partir de espaço Schengen, Reino Unido, Irlanda e Brasil

Em 18 de janeiro, dois dias antes de deixar a Casa Branca, Donald Trump decidiu manter em vigor apenas as restrições de viagem a passageiros procedentes da China e do Irão. Joe Biden reverteu essa decisão.

O Presidente dos EUA vai repor as restrições às viagens a partir de países do espaço Schengen, Reino Unido, Irlanda e Brasil para travar a expansão da pandemia de covid-19, anunciou hoje a Casa Branca.

À lista, Joe Biden acrescenta ainda a África do Sul, que não fazia parte, anteriormente, do conjunto de países com restrições de entrada nos EUA que o ex-Presidente Donald Trump levantou antes de abandonar o cargo, em 20 de janeiro.

"O Presidente decidiu manter as restrições que existiam anteriormente para o espaço Schengen, Reino Unido, República da Irlanda, e Brasil", anunciou a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaku, através de um comunicado.

O anúncio confirma as notícias avançadas nas primeiras horas desta segunda-feira pela televisão CNN e pela publicação Político, que citavam fontes da Casa Branca.

As restrições deveriam ser levantadas a partir de terça-feira.

A proibição de passageiros provenientes da União Europeia e do Reino Unido foi imposta por Donald Trump em março e a do Brasil em maio.

Em 18 de janeiro, dois dias antes de deixar a Casa Branca, Donald Trump decidiu manter em vigor apenas as restrições de viagem a passageiros procedentes da China e do Irão.

Quando a ordem de Donald Trump foi conhecida, a atual porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse na sua conta na rede social Twitter que, com o agravamento da pandemia e o surgimento de variantes mais contagiosas em todo o mundo, "este não é o melhor momento para levantar restrições a viagens internacionais".

"A administração não pretende levantar estas restrições em 26 de janeiro", antecipou a atual porta-voz.

Além disso, os Estados Unidos exigirão a partir de terça-feira um teste covid-19 negativo para todos os passageiros aéreos antes de voarem para o país, incluindo os norte-americanos.

A medida, anunciada pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) em 12 de janeiro, também estabelece a recomendação de submissão a um novo teste três a cinco dias após a chegada ao país e permanecer em quarentena em casa durante sete dias após a viagem.

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