Facebook ao lado da Microsoft e MIT, oferece 10 milhões para combater deepfakes

A empresa está a criar um conjunto de informações que ficará à disposição dos investigadores para a identificação de conteúdos falsos

A propagação dos conteúdos falsos representam um dos maiores desafios nas eleições presidenciais nos EUA em 2020, mas também fazem parte das preocupações com outras eleições por todo o mundo (as portugueses são já no início de outubro.

O deepfake é uma tecnologia avançada que usa inteligência artificial para criar vídeos falsos, porém, com aspecto realista. As montagens envolvem, por exemplo, pessoas a fazer ou dizer coisas que nunca fizeram. Para enfrentar o problema o Facebook juntou-se com a Microsoft, o MIT e a Universidade de Oxford, e afirma que vai investir mais de 10 milhões de dólares no combate aos deepfakes - o valor .

A iniciativa chama-se Deepfake Detection Challenge (DFDC). O objetivo é criar ferramentas de código aberto que empresas, governos e organizações dos media possam usar para detetar melhor quando um vídeo for alterado. A contribuição do Facebook para o projeto inclui mesmo a contratação de atores para os vídeos que vão servir de teste. Com estes vídeos, os investigadores vão poder aprimorar as ferramentas de identificação de conteúdos falsos que estão a desenvolver.

Em junho, os investigadores do USC Information Sciences Institute criaram um algoritmo que, segundo eles, pode identificar vídeos falsos com um alcance de até 96% de precisão. Esta recente inovação evidenciou a necessidade da criação de maiores datasets (conjunto de informações) para combater os deepfakes. Para treinar o sistema, a equipa usou um conjunto de dados que incluía mais de 1.000 vídeos modificados. À medida que as ferramentas utilizadas na criação dos deepfakes se tornam mais sofisticadas, os investigadores vão ter, com o aumento dos datasets, ainda mais dados para desenvolver soluções mais eficazes.

 

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