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Falhar Liga dos Campeões troca as contas ao FC Porto

O Futebol Clube do Porto, defrontou esta noite no Estádio do Dragão o FK Krasnodar, em jogo da 2ª mão da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões 2019/20.
Moussa Marega desiludido
(Fábio Poço/Global Imagens)
O Futebol Clube do Porto, defrontou esta noite no Estádio do Dragão o FK Krasnodar, em jogo da 2ª mão da 3ª pré-eliminatória da Liga dos Campeões 2019/20. Moussa Marega desiludido (Fábio Poço/Global Imagens)

Equipa vai ganhar muito menos na Liga Europa. Na época passada somou quase 80 milhões na Champions

A surpreendente derrota no Dragão frente ao Krasnodar deixa o FC Porto a ter de fazer contas. A equipa desperdiçou a oportunidade de amealhar 44 milhões de euros, valor garantido só por entrar na Liga dos Campeões. O destino será a Liga Europa, que financeiramente rende muito menos. Porém, o número poderia aumentar bastante dependendo da prestação. Na época passada, o FC Porto foi até aos quartos de final, o que se traduziu num ganho de 78,4 milhões de euros.

Segundo a tabela da UEFA, cerca de 15 milhões seriam atribuídos automaticamente, com os restantes euros a serem calculados mediante o ranking da equipa. Em 2018/2019, os dragões ficaram em oitavo numa classificação feita com os resultados da última década. O prémio é calculado com uma base de 1,108 milhões de euros, multiplicado pela ordem inversa da tabela, ou seja 26 vezes, segundo o MaisFutebol. O Manchester United é sétimo, mas como não está na Champions, teria beneficiado o FC Porto. A estes valores acresceria 2,7 milhões por vitória e 900 mil por empate, além de prémios por cada eliminatória ultrapassada. Na temporada passada o FC Porto recebeu 9,5 milhões pelo apuramento para os oitavos de final e 10,5 por estar nos quartos. Há ainda a fatia dos direitos televisivos.

A Liga Europa tem valores substancialmente mais reduzidos. Na época passada, segundo a Lusa, a presença na fase de grupos valia 2,9 milhões. A vitória em cada jogo foi premiada com 360 mil euros e um empate com 120 mil.

Financeiramente, a eliminação após a derrota em casa por 2-3 (os azuis e brancos haviam ganho a primeira mão por 1-0, na Rússia) é um rude golpe, ainda mais numa altura em que a equipa está numa fase de transição. Alguns dos jogadores mais importantes nas recentes temporadas deixaram o clube, com Héctor Herrera e Yacine Brahimi a saírem a custo zero, quando eram dos jogadores mais valiosos.

Ainda assim, no mercado de transferências, o FC Porto está com saldo positivo. Éder Militão (Real Madrid) rendeu 50 milhões de euros, Felipe (Atlético Madrid) 20 milhões e Óliver Torres (Sevilha) 12 milhões, para referir os negócios mais rentáveis. Ao todo vão entrar nos cofres 88 milhões na venda de jogadores.

Quanto a contratações foram gastos 60 milhões, com o japonês Shoya Nakajima a custar 12 milhões, que foram para o clube do Qatar, Al Duhail. O médio Mateus Uribe deixou o América, do México, por nove milhões, Zé Luís (Spartak Moscovo) custou 8,50 milhões, Mamadou Loum (Sporting de Braga) e Agustín Marchesín (América) 7,50 cada um. Segundo o site Transfermarkt, Luis Diaz deixou o Junior FC da Colômbia por sete milhões, Renzo Saravia (Racing Club) foi contrato por 5,5 milhões e o regresso de Iván Marcano ao Dragão (AS Roma) custou três milhões.

Com o afastamento da Liga dos Campeões e com o arranque do campeonato a ter ficado marcado pela derrota em Barcelos, frente ao Gil Vicente (2-1), não será de afastar a possibilidade do treinador Sérgio Conceição procurar reforçar mais a equipa antes do fecho do mercado, no final de agosto.

Ao FC Porto resta uma estatística que revela como quando começa mal, até acaba bem. Isto é, apesar de ter deixado de estar entre os recordistas de presença na fase de grupo da Liga dos Campeões (23, em igualdade com o Real Madrid e Barcelona), das duas últimas vezes que tal acontece, a equipa venceu a segunda competição europeia. Em 2002/03 conquistou a Taça UEFA com José Mourinho ao leme e em 2010/11 a Liga Europa, com André Vilas-Boas como treinador.

Benfica em sentido contrário, beneficia de eliminação do FC Porto

Enquanto os dragões estão a ter um complicado início de temporada, já os encarnados estão em alta. Como campeão nacional, o Benfica tem entrada direta na Liga dos Campeões. Tinha garantido 43 milhões, mas o afastamento dos rivais significa que o valor acresce num milhão. Além disso, vai receber 100% do market pool, relacionado com os direitos televisivos. Caso o FC Porto tivesse eliminado o Krasnodar, a equipa teria direito a 40%.

No mercado de transferências, o Benfica tem um saldo positivo de 144,45 milhões, muito devido à mudança de João Félix para o Atlético Madrid, que rendeu 126. Ao todo, o clube amealhou 188,20 milhões, com Raúl Jimenez a render 38 milhões, depois do Wolverhampton ter comprado o jogador, após uma época de empréstimo.

Entre as contratações, a mais cara foi a de Raúl de Tomás: 20 milhões. Seguiu-se Carlos Vinícius (Nápoles), que custou 17 milhões, segundo o Transfermarkt.

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