Coronavírus

Farmacêuticas assinam promessa conjunta para garantir segurança da vacina

(Thibault Savary / AFP)
(Thibault Savary / AFP)

Nove líderes das principais farmacêuticas na corrida à vacina para a covid-19 comprometem-se a colocar a segurança no topo das prioridades.

Nove farmacêuticas que estão a trabalhar no desenvolvimento das primeiras vacinas para a Covid-19 divulgaram um comunicado conjunto, onde fazem uma tomada de posição: a segurança será a prioridade no desenvolvimento científico.

Naquilo que é descrito como uma “declaração histórica”, nove das empresas farmacêuticas que estão a trabalhar no desenvolvimento da vacina prometem que não optarão por atalhos, numa altura em que a pressão para ter uma vacina no mercado aumenta. A declaração é assinada pelos CEO da AstraZeneca, BioNTech, GlaxoSmithKline, Johnson & Johnson, MSD, Moderna, Novavax, Pfizer e Sanofi.

“(…) queremos deixar claro que o nosso compromisso para com o desenvolvimento e teste das potenciais vacinas para a Covid-19 está de acordo com os altos princípios éticos e científicos”, é possível ler, em comunicado.

As farmacêuticas comprometem-se a garantir que “a segurança e o bem-estar dos indivíduos vacinados é a principal prioridade”, a ter em conta os princípios éticos nos ensaios clínicos e no processo de manufatura da vacina e a apenas “submeter para aprovação ou uso autorizado de emergência após demonstração da eficácia num teste clínico de Fase 3”, indicam as empresas.

As nove empresas, que no total já desenvolveram mais de 70 novas vacinas no passado, referem a necessidade de fazer esta tomada de posição para “garantir a confiança pública no processo científico rigoroso e regulatório” relativamente às vacinas para a Covid-19.

Várias destas companhias têm já acordos de compra antecipada com a Comissão Europeia, que quer garantir o acesso dos vários Estados-membros da União Europeia às potenciais vacinas. A AstraZeneca tornou-se, no final de agosto, na primeira farmacêutica a ter um contrato assinado com a Comissão, onde ficou estipulada a compra de 300 milhões de doses, com a opção de mais 100 milhões de doses adicionais.

No mês passado foi anunciado que Portugal garantiria o direito a 6,9 milhões de doses da potencial vacina. A DGS já garantiu que os grupos de risco e profissionais de saúde terão prioridade na vacinação.

Esta segunda-feira, na reunião entre o Infarmed, políticos, peritos e parceiros sociais, o presidente do Infarmed assegurou também que a vacina só será disponibilizada aos portugueses depois de ser assegurada a segurança e eficácia. “A vacina tem de ser objeto de autorização em termos de qualidade segurança e eficácia. Só após esse percurso, que será feito através da Agência Europeia do Medicamento, onde também participa o Infarmed, a vacina poderá ser autorizada”, avançou Ivo Neto, na reunião.

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