Feirantes esperam retomar 2.500 mercados e feiras por mês a partir de 5 de abril

A Federação das Associações de Feirantes estima que a partir de 5 de abril cerca de 2.500 mercados e feiras voltem a realizar-se todos os meses e apela aos municípios que isentem os feirantes do pagamento de taxas.

"Na grande maioria dos municípios está tudo preparado, por parte dos presidentes de câmara, para a partir do dia 5 de abril se dar a reabertura dos mercados de produtos não alimentares, não se esperando que haja intransigência das autarquias", disse hoje à agência Lusa o presidente da Federação Nacional das Associações de Feirantes (FNAF), Joaquim Santos.

A data para a reabertura das feiras e os mercados de venda de produtos não-alimentares, cuja realização se encontra suspensa desde o dia 15 de janeiro devido à pandemia de covid-19, foi anunciada no passado dia 11, pelo primeiro-ministro, António Costa, mas a medida fica sujeita a autorização municipal, à semelhança do que já aconteceu no primeiro confinamento, no ano passado.

Trata-se de "um momento chave e crucial" em que, segundo Joaquim Santos, "compete a cada município aligeirar ao máximo a reabertura da sua feira", já que, depois de três meses sem trabalhar "o feirante está asfixiado e completamente descapitalizado".

O setor que "acatou ordeiramente" as restrições decorrentes da pandemia de covid-19, considera ser altura de "encontrar formas de reagir, economicamente", sublinhou o presidente da federação, alertando para a necessidade de os feirantes "garantirem o pão para a boca e o sustento das suas famílias".

A verificar-se a estimativa da FNAF, de que a maioria dos municípios autorizará a realização das feiras nos seus territórios, Joaquim Santos acredita que a partir de 5 de abril voltarão a realizar-se "cerca de 2.500 feiras e mercados" de norte a sul de Portugal continental, movimentando "entre 15 mil a 16 mil feirantes".

"É um número elevadíssimo de pessoas que, com os confinamentos do ano passado e deste ano, perderam mais de meio ano de trabalho", disse, apelando aos municípios para que as câmaras e assembleias municipais "levem ao máximo, se possível até ao final de 2021, as isenções de taxas para este setor".

A medida "pode contribuir para dar um fôlego a estes pequenos agentes económicos", contribuindo para que a economia "não se deteriore ainda mais", salientou Joaquim Santos, lembrando que "migalhas também são pão".

À Lusa o presidente da federação admitiu, contudo, que a reabertura de feiras e mercados poderá não ser consensual em todo o país, com "uma minoria de câmaras, como a do Porto e de Foz Coa, onde depois do confinamento do ano passado houve mercados que não foram reabertos e onde poderão querer manter essa decisão".

Nesses caso, acrescentou, a FNAF "vai tomar uma posição mais musculada e tomar as devidas diligências para que essas feiras sejam retomadas".

Pois, garantiu, a ida às feiras, "é segura, o setor cumpre todas as normas da Direção Geral da Saúde e ninguém vai para um espaço destes sem máscara, sem o devido distanciamento e sem a desinfeção das mãos".

A Federação Nacional das Associações de Feirantes congrega as associações de feirantes de Lisboa, Porto Douro e Minho, Região Norte, Beiras e Ribatejo.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.784.276 mortos no mundo, resultantes de mais de 127 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.843 pessoas dos 820.716 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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