Educação

Fenprof exige início de negociações com o Governo

Secretário-geral da FENPROF - Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira.  RODRIGO ANTUNES/LUSA
Secretário-geral da FENPROF - Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira. RODRIGO ANTUNES/LUSA

Mário Nogueira reiterou que é o tempo certo para começar a negociar com a tutela, que "não pode continuar a adiar" a discussão.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) garantiu esta quinta-feira que “nunca vão desistir” de exigir a contagem integral do tempo que trabalharam, reclamando o começo imediato de negociações com o Governo.

Mário Nogueira falava aos jornalistas após entregar no Ministério da Educação uma moção em que se reclama o início imediato das negociações para a contagem de nove anos, quatro meses e dois dias em que as carreiras dos docentes estiveram congeladas.

“O Governo tem que meter isso na cabeça, porque resolver isto é rápido, todos sabemos as posições uns dos outros”, declarou o secretário-geral da Fenprof, antes de iniciar, com centenas de professores concentrados junto ao Ministério da Educação, em Lisboa, uma marcha a pé até à Presidência do Conselho de Ministros.

Mário Nogueira reiterou que é o tempo certo para começar a negociar com a tutela, que “não pode continuar a adiar” a discussão sobre “o prazo e o modo de recuperar nove anos quatro meses e dois dias e nem mais uma hora”.

O dirigente sindical garantiu que o que “os professores mais querem é um final de ano tranquilo”, mas se a contagem do tempo não for, entretanto, resolvida, isso poderá complicar o ano letivo, nomeadamente as avaliações, por causa das “lutas, com certeza uma grande manifestação e greves” que admitem adotar para obterem “o que é justo”.

Na moção aprovada pelos professores que aderiram à manifestação, os docentes apontam como formas de luta “uma grande ação de protesto, sob a forma de manifestação nacional ainda durante o segundo período, e convocar “greve às atividades a realizar para além das 35 horas semanais de trabalho”.

Os professores comprometem-se ainda a recolher assinaturas num abaixo-assinado cujo destino será a tutela.

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