Fraude da Volkswagen chega aos motores a gasolina

Grande parte dos 800 mil carros afetados por nova descoberta foram vendidos na Europa

A descoberta de mais 800 mil carros com dispositivo que engana as emissões alastrou-se aos motores a gasolina. Em causa estão motores 1.4 com a tecnologia que permite desligar dois cilindros, adianta esta quarta-feira a Bloomberg.

"É um número muito limitado" deste tipo de carros, adiantou um porta-voz à mesma fonte. Os restantes automóveis são movidos com motores a gasóleo 1.4, 1.6 e 2.0. Há quatro marcas afetadas por esta nova descoberta: os modelos da Polo, Golf e Passat, da Volkswagen; A1 e A3, da Audi; Ibiza e León, da Seat, e o Skoda Octavia.

O grupo de Wolfsburgo referiu na terça-feira que estes 800 mil carros têm "inconsistências por explicar" em relação às emissões de dióxido de carbono. 45 dias após as primeiras revelações, a 18 de setembro, esta é a terceira situação a afetar a Volkswagen. O grupo alemão reservou perto de 2 mil milhões de euros para esta nova situação.

Esta situação pode ainda incorrer numa fraude fiscal caso alguns destes 800 mil veículos circulem em Portugal. É que o dióxido de carbono é o gás contabilizado para apuramento do fator ambiental no pagamento quer do IUC (imposto de circulação) e ISV (imposto de matrícula).

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) indicou na segunda-feira que também haveria fraude do motor 3.0 a gasóleo, instalado sobretudo em veículos como o Porsche Cayenne, o VW Touareg e o SUV da Audi Q5. A Volkswagen, em comunicado, veio negar a instalação de qualquer dispositivo neste motor.

(Notícia atualizada às 12h38)

 

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