Coronavírus

As imagens surreais dos testes (ao estilo McDrive) ao covid-19 pelo mundo

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Do Oriente ao Ocidente surgem estruturas novas em estádios e restaurantes para se fazer testes ao covid-19. Imagens de um mundo a lidar com a pandemia

Além do distanciamento social, a capacidade de fazer testes tem sido apontado como um dos ‘ataques’ mais úteis na hora de combater a pandemia do novo coronavírus SARS-CoV-2 (Covid-19) pelos especialistas – ao ponto de ter permitido que países como a Coreia do Sul não tenham parado totalmente a sua economia. “Testar, testar, testar”, tem sido a recomendação mais ouvida pela Organização Mundial de Saúde, que ainda esta sexta-feira pediu testes gratuitos para todos a nível mundial.

Os exemplos vindos de todo o mundo mostram essa tendência. Como é possível ver na fotogaleria, os países asiáticos começaram mais cedo com os testes rápidos e com o formato McDrive ou drive through (em que alguém passa de carro por um espaço, é testado rapidamente e recebe o teste pouco depois no telemóvel por e-mail ou SMS).

Visualmente há um lado distópico nas imagens em cima representantes, do Oriente ao Ocidente do planeta, com pessoas protegidas como se de uma guerra química se tratasse, de volta do nariz de outra pessoa e recolher a amostra que depois será analisada para verificar se a pessoa em particular está infetada com o vírus SARS-CoV-2, ou seja, se tem a doença covid-19.

Essa forma de generalizar e facilitar os testes já chegou à Europa e EUA, com Portugal a adotá-los só há poucos dias – em Leiria foi ontem que começou a ser feito algo semelhante.

Wuhan, na China, o epicentro do vírus começa a ver a vida a voltar ao normal mas os testes em plena rua continuam, bem como medidas de proteção apertadas EPA/ROMAN PILIPEY

Wuhan, na China, o epicentro do vírus começa a ver a vida a voltar ao normal mas os testes em plena rua continuam, bem como medidas de proteção apertadas EPA/ROMAN PILIPEY

Depois da Coreia do Sul, Singapura e da própria China, a Alemanha, com uma população oito vezes maior do que a portuguesa (82 milhões), tem sido um dos melhores exemplos mundiais não só na capacidade de fazer testes à sua população, mas também na forma como tem evitado o nível de mortes que se vêm em países com Itália (mas também já França e Espanha).

Em março estima-se que o país conseguiu chegar ao milhão de testes feitos a possíveis infetados com covid-19. Em Portugal, que assumiu uma postura mais comedida (até por falta de testes em geral – e testes rápidos de 15 minutos em particular) o registo do mês de março foi de 69 mil testes feitos – a maioria na última semana de março (pode ver aqui a galeria dos centros de testes em Portugal).

Até 23 de março tinham sido feitos perto de 500 mil durante esse mês, sendo que na altura o país já estava com uma capacidade entre 300 e 500 mil por semana e, alguns relatos referem mesmo que está a aumentar – sexta-feira passada terá subido a capacidade para 200 mil testes diários.

Os testes mais habituais e fiáveis, os chamados PCR, na Alemanha demoram 2h a indicar resultados. Os testes de diagnósticos em 15 minutos são menos fiáveis mas também já se usam bastante não só na Alemanha mas também na Coreia do Sul e, agora, nos EUA.

(reportagem do Washington Post a um dos centros de testes nos EUA)

Os próximos testes devem passar a ser feitos pela própria pessoa, já que o cotonete que se tem colocado no nariz de possíveis infetados para tirar a amostra necessária começa a não precisar de ser tão invasivo quanto anteriormente.

Leia também | Empresa de português criou testes para a Covid-19 que demoram 15 minutos

A ‘receita’ alemã, dizem os especialistas, passa pelo número de testes feitos desde muito cedo (e de forma persistente) – a que ajuda ter no país vários laboratórios que os produzem -, mas também um sistema nacional de saúde forte. Os ventiladores são um dos equipamentos médicos mais fulcrais para tratar doentes com covid-19 (a doença afeta o sistema respiratório como poucas e requer muitos dias – muitas vezes mais do que duas semanas – de ligação à máquina). Daí que desde a semana passada que a Alemanha começou a receber doentes das zonas italianas mais afetadas.

Além dos testes feitos cedo e persistentes, o país têm sido bem sucedido desde que surgiu o primeiro caso, no final de janeiro, a identificar todos os infetados e colocá-los de quarentena imediata, a que ajudam algumas tecnologias.

O melhor é ver a galeria.

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