Governo sueco anuncia que "a festa acabou" e impõe restrições para restaurantes e diversão noturna

As novas restrições para o sector da restauração impõem um limite máximo de oito pessoas por mesa. Os clubes nocturnos só podem acolher, em simultâneo, um máximo de 50 pessoas.

A Suécia vai impor, a partir de 1 de Novembro, novas restrições ao funcionamento de restaurantes e de espaços de diversão nocturna devido ao aumento de novas infecções pelo novo coronavírus naquele país, foi divulgado esta quinta-feira.

Ao comentar as novas medidas, o primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven, declarou que "a festa acabou", numa altura em que o país totaliza 109 mil casos de infecção e 5929 mortes desde o início da crise sanitária provocada pela doença covid-19. Com uma incidência de 101,7 casos por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, segundo os dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, a Suécia contabilizou, na quarta-feira, 1206 novas infecções.

De acordo com o chefe da Agência de Saúde Pública sueca, Johan Carlson, as novas restrições para o sector da restauração impõem um limite máximo de oito pessoas por mesa. O primeiro-ministro sueco reforçou que as novas restrições também se aplicam aos espaços de diversão nocturna (bares e discotecas), frisando que estes estabelecimentos não têm seguido os padrões recomendados para lidar com a pandemia.

O ministro do Interior sueco, Mikael Damberg, esclareceu, por sua vez, que os clubes nocturnos só podem acolher, em simultâneo, um máximo de 50 pessoas, advertindo que serão aplicadas coimas aos estabelecimentos que não respeitarem as regras.

Os eventos públicos podem atingir uma capacidade até 300 pessoas, mas só se envolverem público sentado e se a regra de um metro de distanciamento físico estiver garantida. Neste momento, a capacidade permitida para os eventos públicos é de 50 pessoas.

Considerada por alguns como polémica, a Suécia adoptou uma estratégia contra o novo coronavírus classificada como suave quando comparada com outros países nórdicos e europeus (manteve abertos, por exemplo, escolas, jardins, restaurantes, bares e outros serviços), registando uma taxa de mortalidade muito superior face aos seus países vizinhos.

Até agora, as autoridades suecas favoreceram os apelos à responsabilidade individual em vez de impor restrições e limitaram-se a "recomendar" certas precauções.

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