Coronavírus

Hidrofer lança produção industrial de zaragatoas para testes clínicos

testes para covid-19 (coronavírus)
No Porto, a autarquia, a Direção Regional de Saúde e a Unilabs criaram um centro de rastreio em sistema 'drive thru'. Fotografia: Estela Silva / LUSA

Trata-se de produção em colaboração com o Centro Académico Clínico Algarve Biomedical Centre (ABC) e o Instituto Superior Técnico (IST).

A empresa Hidrofer, em colaboração com o Centro Académico Clínico Algarve Biomedical Centre (ABC) e o Instituto Superior Técnico (IST), avançou com a produção industrial de zaragatoas para testes clínicos para a covid-19, anunciou o Governo.

A Hidrofer estima uma produção diária de mais de 50 mil unidades, uma produção que “vai suprimir as atuais necessidades, sendo o consumo diário atualmente de cerca de 12 mil unidades em todo o país”, lê-se num comunicado divulgado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Segundo a entidade tutelada por Manuel Heitor, isto significa que Portugal passa “da importação à exportação de zaragatoas através da colaboração entre a ciência e a indústria”.

As zaragatoas são instrumentos essenciais para a colheita de material biológico destinado à realização dos testes para a despistagem da covid-19, e o excesso de procura no mercado mundial tem tornado complexa a aquisição das mesmas, assinalou o ministério.

“A ABC começou por consultar a listagem de materiais que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), devem ser utilizados nas zaragatoas virais para detetar a covid-19, e, em articulação com a ‘startup’ Mark 6 Prototyping, definiu os materiais indicados para as produzir”, informou o executivo.

E acrescentou: “Após os testes de validação, foram estabelecidas com a Hidrofer as linhas estratégicas para a produção massificada”.

A Hidrofer dirigiu a sua produção para as zaragatoas de Dacron, a matéria-prima mais adequada para detetar a covid-19, e o IST vai realizar a sua esterilização, enquanto o ABC vai produzir e disponibilizar o líquido de transporte necessário para colocar a zaragatoa após a sua colheita.

“A formação desta parceria contou com o apoio fundamental da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), através da administradora executiva Elsa Henriques, contando também com a colaboração do presidente do conselho diretivo do ABC, Nuno Marques, e do médico Nuno Morão, do ABC, bem como do administrador da Hidrofer Hélder Silva e do presidente do IST, Rogério Colaço, através dos Laboratórios de Loures”, assinalou o Governo.

Os ministros da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social (Ana Mendes Godinho), e o secretário de Estado da Mobilidade, Eduardo Pinheiro, visitaram hoje, dia do lançamento da nova produção, as instalações da Hidrofer, em Famalicão.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 82 mil.

Dos casos de infeção, cerca de 260 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 380 mortes, mais 35 do que na véspera (+10,1%), e 13.141 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 699 em relação a terça-feira (+5,6%).

Dos infetados, 1.211 estão internados, 245 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 196 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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