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“Injusta e inaceitável.” Marcelo repudia suspensão de voos da TAP na Venezuela

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa
( MANUEL DE ALMEIDA/LUSA )
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa ( MANUEL DE ALMEIDA/LUSA )

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, repudiou hoje a decisão das autoridades venezuelanas de suspender por 90 dias as operações da TAP no país, considerando-a injusta, inaceitável e incompreensível.

Em declarações aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, o chefe de Estado subscreveu a posição do ministro Negócios Estrangeiros, “considerando incompreensível aquilo que é noticiado como sendo uma possível suspensão de voos da TAP, que tem efeitos reputacionais para a TAP, mas tem efeitos reputacionais para Portugal”.

“É injusto, é inaceitável. É uma postura, da ótica do Governo, de ótica Presidente da República, da ótica de Portugal, totalmente incompreensível e, portanto, não pode deixar de ser repudiada”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

Antes, o Presidente da República referiu que “os ataques” das autoridades venezuelanas à TAP e ao embaixador de Portugal em Caracas “foram imediatamente rebatidos pelo senhor ministro dos Negócios Estrangeiros” e que subscreve também a sua reação a essas acusações: “Sem o mínimo fundamento. Inaceitáveis, totalmente inaceitáveis, e incompreensíveis”.

Na segunda-feira, o Governo da Venezuela anunciou a suspensão por 90 dias das operações na TAP no país, invocando “razões de segurança”, após ter acusado a companhia aérea portuguesa de transporte de explosivos num voo de Lisboa para Caracas.

“Devido às graves irregularidades cometidas no voo TP173, e em conformidade com os regulamentos nacionais da aviação civil, as operações da companhia aérea TAP ficam suspensas por 90 dias”, disse o ministro dos Transportes da Venezuela, Hipólito Abreu, na conta da rede social Twitter.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou essa decisão “completamente infundamentada e injustificada”.

“Não vejo nenhuma espécie de justificação, seja pelo histórico da TAP na Venezuela, pelo muito que a TAP já deu e por não haver nenhum indício. Por não ter sido apresentado nenhuma prova que seja possível de escrutinar de forma objetiva, que não sejam apenas alegações”, disse hoje à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros.

Para Augusto Santos Silva, a decisão das autoridades venezuelanas de suspender os voos não tem nenhuma justificação porque, frisou, “quando houve uma alegação da parte de um dirigente venezuelano de que teria havido um transporte de explosivos a bordo de um avião da TAP, as autoridades competentes em Portugal determinaram a abertura de um inquérito”, que ainda decorre.

Na passada semana, o Governo venezuelano acusou a TAP ter permitido o transporte de explosivos e de ter ocultado a identidade do líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, num voo para Caracas, violando “padrões internacionais”.

Segundo o Governo venezuelano, Juan Marquez, tio de Guaidó que acompanhava o sobrinho nesse voo, transportou “lanternas de bolso táticas” que escondiam “substâncias químicas explosivas no compartimento da bateria”.

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