Lay-off simplificado dá à Segurança Social prémio de Políticas Públicas 2020. Cascais também venceu

Administração Pública assume papel importante na resposta aos desafios da covid-19. O Instituto da Segurança Social e a Câmara Municipal de Cascais foram assim os vencedores da segunda edição do Prémio Políticas Públicas 2020.

O prémio IPPS-ISCTE visa reconhecer e divulgar aquilo que é a boa administração pública portuguesa, requerendo junto das entidades uma reflexão sobre as suas próprias práticas ao longo de todo o ciclo das políticas públicas.

A edição deste ano assumiu um formato diferente, abordando apenas candidaturas no âmbito da covid-19. Diante dos 10 finalistas anunciados no dia 6 de novembro, foram hoje reveladas as entidades que ocupam o primeiro lugar no pódio.

O Instituto da Segurança Social venceu na categoria de administração central, pela criação do lay-off simplificado, atribuindo apoios aos trabalhadores e empresas afetados pela pandemia, tendo em vista a manutenção de postos de trabalho e a mitigação de situações de crise empresarial.

A Câmara Municipal de Cascais foi a vencedora na categoria de administração local por ter adquirido equipamento industrial para fabricar máscaras de proteção para os munícipes e entidades do concelho de Cascais a baixo custo.

O professor do ISCTE, Ricardo Paes Mamede, responsável pela promoção deste prémio, explica por que razão a edição deste ano aborda apenas candidaturas no domínio da covid-19: "a pandemia é um evento singular para a quase totalidade dos cidadãos e das instituições atuais", pelo que, a administração pública assume um papel importante na resposta aos desafios que são colocados à saúde pública, à economia e à sociedade em geral nestes tempos de maior incerteza".

Paes Mamede diz ainda que "o prémio visa reconhecer e valorizar esse esforço, mas também contribuir para divulgar e difundir boas práticas", alertando para a importância de implementar e executar medidas eficientes capazes de reduzir os efeitos catastróficos da Covid-19.

"Creio que a pandemia torna mais clara a necessidade de ter serviços públicos mais capacitados, tanto ao nível dos recursos materiais como das competências - tanto pela insuficiência de algumas respostas, como pela capacidade de adaptação revelada noutros casos", refere o professor universitário sobre os impactos que se possam vir a sentir com a pandemia.

Esta época mais conturbada que se vive atualmente é também um período de adaptação para a administração pública em diversos aspetos: "é expectável que algumas das práticas agora testadas fiquem para o futuro, por exemplo, o teletrabalho, a simplificação de processos, o maior recurso às tecnologias de informação, entre outros", afirma Ricardo Paes Mamede em entrevista ao Dinheiro Vivo.

F.R.M.

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