Lusiaves vai investir 200 milhões e criar 500 novos empregos

Líder nacional no setor da carne de aves aproveitou as comemorações do 30º aniversário para apresentar plano de expansão a cinco anos

O grupo Lusiaves, líder nacional no setor da carne de aves, vai investir 200 milhões de euros, nos próximos cinco anos, tendo em vista aumentar a capacidade de produção, disponibilizar novos produtos, integrar novas áreas de negócio e apostar na internacionalização. "Reforçar a liderança no mercado nacional", mas, também, "expandir para outros territórios" é a prioridade de Avelino Gaspar, fundador e presidente do grupo, que admitiu, em declarações ao Dinheiro Vivo, a intenção de investir no mercado espanhol.

"Estamos a olhar para Espanha, que é o nosso mercado natural de expansão, e a analisar oportunidades de aquisição ou de construção. Mas não há, ainda, nenhuma situação concreta", diz Avelino Gaspar. Este responsável sublinha que a Lusiaves tem "uma grande presença" em Espanha, que obriga a percorrer "quase todo o país" para a entrega dos produtos. "Faz sentido investirmos numa base de armazenagem e distribuição e, eventualmente, até de transformação. De produção não", refere, destacando que o mercado espanhol representa já mais de 5% da faturação da Lusiaves.

Avelino Gaspar falou ao Dinheiro Vivo à margem das comemorações do 30º aniversário do grupo, que esta quarta-feira decorreram, em Leiria, num evento que contou com a participação do ministro da Agricultura, Capoulas Santos.

Sobre os 200 milhões a aplicar nos próximos cinco anos, explicou que, sendo a Lusiaves um "negócios verticalizado", que abrange todas as fases da cadeia de valor, o investimento será destinado "à ampliação de todos os negócios" já existentes. Claro que, "se aparecer algum negócio complementar que consideremos interessante, vamos aproveitá-lo".

Fundado em 1986 na Marinha das Ondas, Figueira da Foz, o grupo Lusiaves é hoje composto por 20 empresas, com 36 unidades distribuídas por 24 concelhos e dá emprego a 2500 pessoas. A inovação tecnológica na área da incubação de ovos coloca a empresa entre as cinco melhores do setor a nível europeu.

Com uma faturação que este ano irá ultrapassar os 400 milhões de euros, as exportações representam cerca de 10% tendo por destino 21 países, entre os quais Espanha, França, Alemanha, Itália, Suíça, Guiné, Cabo Verde, Angola, mas também os mercados do Golfo e asiáticos. O objetivo é reforçar a presença internacional, com especial destaque para África e Ásia. A meta é chegar a 2022 com uma faturação que ultrapasse os 600 milhões de euros.

"Em Portugal já somos líderes de mercados e não temos espaço para crescer mais a não ser por via do lançamento de novos produtos de valor acrescentado. Queremos, por isso, reforçar a nossa presença nos mercados externos, onde há muitos consumidores a que temos de chegar. Temos que conseguir produzir com custos controlados para sermos competitivos com os grandes players mundiais. Temos que ter qualidade de produto e de serviço para conseguirmos ombrear com eles", defende o empresário, que admite criar mais 400 a 500 novos postos de trabalho nos próximos cinco anos, fruto da estratégia de investimento em curso.

"Temos criado, em média, cem novos empregos nos últimos anos. Este ano foram mais de 150, a maior parte dos quais licenciados, doutorados ou mestrados", diz Avelino Gaspar, que não poupa elogios à sua equipa. "O crescimento e a verticalização da atividade do grupo Lusiaves foram alicerçados no espírito de equipa, no querer e no fazer bem, no respeito para com o outro e na vontade e capacidade de crescer solidamente. Quanto maiores somos, maior é a dimensão do que ainda temos de fazer e maiores serão as nossas responsabilidades", sublinhou no discurso de comemoração dos 30 anos.

E quanto ao balanço destas três décadas? Avelino Gaspar é perentório: "Foram 30 anos de muito trabalho, mas este é um negócio em que acredito. Tudo o que ganhamos, reinvestimos, Capitalizamos as empresas, o que nos permite ter bons rácios e faz com que os parceiros acreditem em nós. Não há facilidades, muito menos nesta área. Mas com empresas sólidas é mais fácil convencer todos à nossa volta a estarem connosco", sublinha.

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