Luz e gás. Dicas para não ser burlado nem contratar “gato por lebre”

O regulador aconselha a exigir sempre a identificação a quem o abordar, e recomenda que nunca mostre a informação pessoal, incluindo dados bancários.

Podem ter vários nomes: vendas enganadoras ou agressivas de contratos de luz e gás, persistência na angariação de novos clientes, mudanças involuntárias de comercializador de energia - e acontecem sobretudo durante as fases mais intensivas de vendas porta-a-porta ou de campanhas de telemarketing.

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Em 2018, a Deco recebeu 523 reclamações sobre vendas agressivas de energia. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) classifica-as como práticas comerciais desleais e já lançou vários alertas para os consumidores, incluindo um mais recente que informa sobre o "recurso à utilização abusiva do nome da ERSE como argumento de venda”.

“Alguém bate à porta, diz ser (colaborador) da ERSE e pede que mostre a sua fatura de eletricidade ou de gás natural, ou outros elementos de identificação pessoal, para poder ver o seu contador ou baixar o valor da sua fatura”. Perante esta situação o regulador avisa: “Não acredite!”. E explica porquê: “A ERSE não vende energia, nem procura os consumidores em suas casas para ver os contadores ou as faturas recebidas! A ERSE é uma entidade pública e só comunica diretamente com consumidores que antes a tenham contactado”.

O regulador aconselha a exigir sempre a identificação a quem o abordar, e recomenda que nunca seja mostrada ou cedida informação pessoal, incluindo dados bancários ou outros, sem primeiro confirmar a identidade e a atividade de quem o contacta.

As burlas mais comuns nas vendas de energia acontecem quando os consumidores assinam, sem perceber, contratos de fornecimento de energia e no fim do mês estão a receber faturas de empresas que não reconhecem. De acordo com a Deco, isto acontece porque muitos comerciais ao serviço das comercializadoras não têm formação para fazer vendas de forma leal. E também porque ganham uma percentagem por cada contrato assinado e usam argumentos que levam as pessoas a assinar ou a dizer sim ao telefone, porque fica gravado e é uma prova de que aceitaram. A Deco também deixa um conselho: “Se não tem a certeza, nunca diga sim, nem assine nada”.

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