Mais 9 mortos e 602 infetados com covid-19 em Portugal. Mortes e internamentos sobem

O número de hospitalizações (voltam a aproximar-se das 500) e doentes nos cuidados intensivos subiu nas últimas 24 horas.

Há mais 9 mortos e 602 infetados com covid-19 em Portugal, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) desta quinta-feira.​​

O número de internamentos hospitalares subiu para 495 (mais sete do que no dia anterior) e volta a aproximar-se dos 500. Desses, 122 estão nos cuidados intensivos, são mais seis doentes graves nas últimas 24 horas, mostrando já uma tendência de crescimento nos últimos dias.

Estão neste momento ativos menos 8 casos, num total de 25 839. Esta quinta-feira registaram-se mais 395 contactos em vigilância por parte das autoridades de saúde, num total de 16 182.

O R(t), o índice de transmissão da doença, mantém-se em 1,01 em todo o território, sendo que no continente é de 1,02. Este é um dos parâmetros para avaliar o processo de desconfinamento do país e até das regiões.

Já no que se refere à taxa de incidência da doença nos últimos 14 dias, o valor geral mantém-se nos 64,3 - segunda-feira era de 62,8 - casos de infeção por 100 mil habitantes. Se analisarmos apenas Portugal continental, o número mantém-se nos 62,5 casos.

Catarina Martins pede coragem para ultrapassar as patentes e produzir vacinas

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu hoje que Portugal deve ser "uma voz na Europa" para que "haja coragem" de ultrapassar as patentes e produzir as vacinas contra a covid-19, que considera serem um "bem comum".

Catarina Martins visitou hoje o Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos, em Lisboa, e no final foi questionada pelos jornalistas sobre a vacinação contra a covid-19 em Portugal e ainda, mais concretamente, sobre o uso da vacina da AstraZeneca.

A líder do BE afirmou que, "sem prejuízo de uma aposta estratégica na produção de vacinas em Portugal", neste momento o país deve "já estar a negociar mais vacinas, todas as vacinas disponíveis".

"E sermos claramente uma voz na Europa que acompanhe, aliás, o manifesto que hoje foi publicado em Portugal para que haja a coragem de ultrapassar as patentes e de produzir as vacinas porque a vacina é um bem comum, não pode estar refém dos lucros das farmacêuticas. temos de garantir a universalização da vacina contra a covid, que é a única forma de ultrapassarmos a pandemia", defendeu.

A propósito da vacina da AstraZeneca, o pedido de Catarina Martins é que "se confie na ciência, se ouçam as entidades responsáveis e que não seja criado alarmismo onde ele não deve existir".

Dezenas de personalidades da sociedade portuguesa lançam hoje um apelo público para que as vacinas contra a covid-19 sejam consideradas um bem de interesse comum e para que a Europa não submeta este processo às leis de mercado.

No manifesto a que a Lusa teve acesso - que conta com o antigo presidente do Infarmed, José Aranda da Silva, como principal impulsionador e subscritores tão diversos como as ex-candidatas à Presidência da República Ana Gomes e Marisa Matias, o antigo diretor-geral da Saúde, Constantino Sakellarides, ou o bispo Januário Torgal Ferreira -, alerta-se para a necessidade urgente de aumentar a velocidade do processo de vacinação a nível europeu.

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