Coronavírus

Marcelo acredita que contenção é para ficar até ao final de abril

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à comunicação social 
RODRIGO ANTUNES/LUSA
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações à comunicação social RODRIGO ANTUNES/LUSA

O Presidente da República reúne-se com as autoridades de saúde esta terça-feira para ouvir a opinião dos especialistas sobre a evolução da epidemia.

Marcelo Rebelo de Sousa acredita que antes do final do mês de abril, não haverá alterações nas medidas de contenção até agora tomadas pelo Governo.

“Se me perguntassem ‘acha que pode haver uma descompressão durante o mês de abril?’ Eu diria que não”, afirmou numa entrevista à Antena 1 gravada no Palácio de Belém depois de ouvir os banqueiros, esta segunda-feira, dia 06 de abril.

“Veremos o que se passa durante o mês de abril”, acrescentou o Presidente da República, sublinhando que o âmbito e força das medidas têm de ser avaliadas depois do fim desta segunda fase do estado de emergência que termina às 23h59 do dia 17 de abril. “E durante o mês de abril, a compressão tem que ser toda igual? Sim ou não? Isso é uma coisa que será apreciada quando terminar este período de estado de emergência”, frisou.

“É preciso ver se o tal planalto descendente, vai descendo de uma forma suave e como é que vai até ao fim do mês. E por isso, concordo que nesta vigência, na duração do estado de emergência, é muito importante na Páscoa o esforço dos portugueses”, repetiu nesta entrevista chamando a atenção para o tempo que decorre entre a infeção e os sintomas da doença.

“Há um período de incubação e pode ser visível só cinco, seis, sete dias depois. Faz sentido falar da importância destas semanas até ao fim do mês”, acrescentou.

O Presidente da República participa esta terça-feira numa reunião com os técnicos das autoridades de saúde, no Infarmed, em Lisboa para se inteirar da evolução da doença no país e da eficácia das medidas de contenção.

À tarde, Marcelo Rebelo de Sousa recebe o presidente da Associação Portuguesa de Bancos e o Governador do Banco de Portugal.

Nesta entrevista, o Presidente da República revelou que já fez um dos novos testes sorológicos para detetar a presença de anticorpos para o novo coronavírus e não está imunizado.

“Depois da quarentena, fiz agora há poucos dias um teste dos novos que chegaram de imunidade, que já é de uma nova geração, os chamados testes sorológicos”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando que não está imunizado porque não tive nenhum contacto com nenhum portador de covid-19, o que é uma ironia, porque se havia pessoa que contactava de próximo com os portugueses nas semanas anteriores era eu”, acrescentou.

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