Marcelo anuncia fim do estado de emergência e alerta: "ainda enfrentamos ameaças"

Presidente falou ao país a partir de Belém para agradecer aos especialistas, anunciar que não irá renovar o estado de emergência, mas pediu precaução. Desde de 9 de dezembro que o país tem continuado em estado de emergência.

Marcelo Rebelo de Sousa começou desde logo com o anúncio que todos já esperavam após a reunião no Infarmed desta manhã: "Decidi não renovar o estado de emergência". O 15.º Estado de Emergência, atualmente em curso, termina às 23.59 horas de sexta-feira, 30 de abril e o país deixa assim o estado mais grave de contenção.

O Presidente da República falou ao país desde o Palácio de Belém e explicou que na decisão "pesou a estabilização e até a descida do número médio de mortes e do número de internados em enfermaria e cuidados intensivos, assim como a redução do R(t) e a estabilização do número de infetados".

Ainda assim fica um aviso, com Marcelo a indicar que não hesitará em voltar aos estados de emergência se for necessário, lembrando que o país ainda não está "numa era livre de perigo, livre de covid, e enfrentamos ainda ameaças".

Além de deixar uma mensagem de "agradecimento aos especialistas", admitiu que apesar é necessário "adotar todas as medidas consideradas indispensáveis para evitar retrocessos".

Há ainda um "reconhecimento do disciplinado sacrifício dos portugueses desde novembro e mais intensamente desde janeiro", com o presidente a dizer que este momento representa uma "esperança mobilizadora do que nos espera a todos, na vida, na saúde e na economia".

Cuidados devem manter-se

O Presidente pediu ainda o que chamou de "preocupação preventiva de todos nós", lembrando o "risco de novas variantes menos controláveis pela vacina". "Não estamos numa época livre de Covid, podemos infetar os nossos contactos e permitir que a doença continue a transmitir-se".

217 dias (mais sete meses) em estado de emergência

O país esteve em estado de emergência inicialmente entre 19 de março e 2 de maio do ano passado, num total de 45 dias, e voltou a ficar a 9 de novembro, até ao próximo dia 30 de abril, sexta-feira. Nesta última fase teve em permanência em estado de emergência durante 172 dias ou 5 meses e 21 dias (quase meio ano).

No total, contam-se 217 dias ou sete meses e seis dias em pouco mais de um ano e um mês desde que a pandemia chegou ao país com o estado mais grave de contenção.

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